Análise da Arbitragem no Jogo Rio Ave-FC Porto
Análise da Arbitragem no Jogo Rio Ave-FC Porto
Pedro Henriques, especialista em arbitragem do jornal A BOLA, avaliou a atuação do árbitro Anzhony Rodrigues e da sua equipe durante o jogo entre Rio Ave e FC Porto. Segundo Henriques, a arbitragem apresentou inseguranças no primeiro tempo, especialmente pela falta da aplicação da lei da vantagem e pela necessidade de verificar a posição de Alan Varela no primeiro golo.
Logo aos 4 minutos, no primeiro golo do FC Porto, duas situações foram destacadas. Primeiramente, a possível obstrução de Alan Varela sobre Cezary Miszta, que não cometeu falta ao empurrar o jogador do Porto para se desviar. O guarda-redes vilacondense tinha espaço para se movimentar, o que torna a jogada legal. Em segundo lugar, a questão do possível fora de jogo de Alan Varela no momento do cabeceamento de Pablo Rosario. A falta de imagens claras e a ausência das linhas de fora de jogo dificultaram a análise. Se Varela estivesse em posição irregular, isso afetaria a visão de Miszta, o que justificaria a anulação do golo. Contudo, se a posição fosse legal, o golo seria válido. A falta de evidências visuais gerou dúvidas, mas a decisão de validar o golo foi, em última análise, respaldada pelo princípio da dúvida.
Aos 14 minutos, no segundo golo do Porto, a bola proveniente de um canto não resultou em falta, pois Samu não cometeu infração sobre Georgios Liavas. Por outro lado, Cezary Miszta, o guarda-redes do Rio Ave, empurrou Alan Varela, o que poderia ter resultado em um pênalti. O golo foi considerado legal.
Nos 23 minutos, surgiu a dúvida sobre um possível toque de André Luiz com o braço na bola na área do Rio Ave. As repetições mostraram que a bola atingiu a barriga e parte do tronco do jogador, não havendo domínio ou toque com a mão.
Um cartão amarelo foi mostrado a Pablo Rosario aos 25 minutos por uma entrada fora de tempo sobre Nicolaos Athanasiou. O árbitro indicou que a ação disciplinar se deveu à acumulação de infrações, e não apenas a esta falta específica. A falta da aplicação da lei da vantagem foi notada, pois o árbitro tinha a oportunidade de agir de forma mais assertiva.
Aos 33 minutos, o cartão amarelo a Jakub Brabec foi justificado por uma entrada por trás e fora de tempo sobre Samu. Embora o árbitro pudesse ter aplicado a lei da vantagem, optou por não fazê-lo, o que prejudicou o ataque do FC Porto.
Quanto a um possível pênalti por mão de Jakub Kiwior aos 42 minutos, a decisão foi correta. A bola atingiu a mão do jogador, mas estava em uma posição natural e não havia infração.
Ao final do primeiro tempo, aos 45 minutos, André Luiz recebeu um cartão amarelo por agarrar deliberadamente a camisola de Pablo Rosario, interrompendo uma transição ofensiva. Esta ação foi considerada uma falta tática.
No terceiro golo do Porto, aos 51 minutos, Gabri Veiga estava claramente em posição legal no momento do passe de Pepê.
Por fim, a compensação de tempo extra aos 90 minutos foi considerada insuficiente. Com várias paragens para substituições, um golo e lesões, o árbitro deveria ter sido mais rigoroso na compensação, uma vez que o tempo é crucial em uma competição onde os golos impactam a classificação.
A nota final do árbitro foi 6.