Análise de José Mourinho sobre 25 Anos de Carreira
José Mourinho refletiu sobre seus 25 anos de carreira como treinador principal em uma entrevista à UEFA. O atual técnico do Benfica destacou uma mudança significativa em sua abordagem: "Um treinador nasce e morre com o mesmo DNA, não tem hipótese a dar. Mas como pessoa, há diferenças. No início, talvez eu pensasse mais em mim, mas transformei-me de uma maneira que, não sei, sinto-me mais altruísta. Sinto que estou no futebol mais para ajudar os meus jogadores do que para pensar no que vai acontecer comigo daqui a um ano, dois ou três. É uma mudança natural que não me desvirtua como treinador, mas como pessoa, dá-me uma perspectiva diferente."
"Sinto-me mais forte, sinto-me um treinador muito melhor do que antes. Um treinador melhora com a acumulação de experiências", enfatizou Mourinho, sem se considerar excessivamente valorizado. Apesar disso, ele reconheceu que já venceu jogos graças a decisões tomadas: "Há jogos na minha carreira em que eu senti que eu ganhei. Às vezes, há cliques, decisões e estratégias que são tomadas antes do jogo, mas outras surgem durante. No entanto, nunca me senti um gênio. Provocador, talvez um pouco, mas gênio, nunca."
Mourinho também analisou suas saídas mais notórias ao longo de sua carreira, concluindo que raramente não teve sucesso, apesar de alguns despedimentos. "O único clube do qual saí com o sentimento de 'aqui não foi feita história' foi recentemente no Fenerbahçe, mas é uma realidade que está um pouco desfasada do que estamos habituados. Recentemente, disseram que eu, nos últimos anos da minha carreira, não ganhei tantos títulos quanto no passado. É verdade, mas quantos treinadores na Europa conseguiram fazer duas finais europeias nos últimos cinco anos? Não são muitos, devem ser dois ou três. Nos últimos cinco anos, eu fiz duas finais europeias."
"Às vezes, as pessoas medem meu valor pelas conquistas que alcancei e não pela realidade do momento. Mas isso é um problema das pessoas, não meu", concluiu Mourinho.