Benfica conquista vitória na Liga dos Campeões sob a liderança de Mourinho
Quando José Mourinho convocou Tomás Araújo para entrar em campo aos 81 minutos, sua intenção era clara: "O objetivo era ganhar", explicou o treinador. A formação defensiva de cinco jogadores mostrou-se eficaz, e o gol de Leandro Barreiro que se seguiu indicou que a estratégia funcionou. O Benfica venceu o Ajax, que, apesar de ser um adversário respeitável, não assusta tanto quanto várias equipes da Liga Portuguesa. Com essa vitória, o time finalmente soma três pontos na Liga dos Campeões e, mesmo diante de um calendário desafiador que inclui Nápoles, Juventus e Real Madrid, ainda mantém a esperança de avançar na competição.
A apresentação da equipe foi novamente discreta, mas suficiente para evitar que Mourinho quisesse realizar nove substituições no intervalo. Desta vez, o esforço dos jogadores não foi questionado. O árbitro também teve uma atuação aceitável, especialmente ao não marcar um impedimento antes do canto que resultou no primeiro gol. A justificativa habitual para a substituição tardia foi apresentada: "Se eu tivesse alas no banco...". Até janeiro, é provável que essa frase seja repetida com frequência.
Desde sua chegada ao Benfica, Mourinho tem sido consistente em suas críticas: o elenco é insuficiente, é necessário reforçar as alas, especialmente após a lesão de Lukebakio, e a equipe não deveria ter perdido três pontos em casa para o Qarabag. Somente os críticos mais fervorosos que analisam os desabafos de Mourinho em relação aos seus jogadores podem encontrar espaço para atribuir culpas. Para quem montou este elenco, é evidente que mais investimentos serão necessários no mercado de inverno para atender às exigências do treinador e oferecer melhores condições para um futebol mais promissor.
No que diz respeito à primeira de quatro derrotas nesta temporada na Champions, a partida contra o Qarabag, que compromete a classificação, não traz mensagens diretas para Bruno Lage, uma vez que ambos mantêm uma amizade. Trata-se, portanto, de uma estratégia política onde Mourinho parece preferir criticar os erros alheios em vez de focar em melhorias.
O calendário do próximo mês é rigoroso e não oferece margem para erros. Em confrontos na Madeira contra o Sporting, Nápoles ou equipes do Minho, será mais desafiador para o Benfica vencer mantendo o nível atual de desempenho. A equipe precisará demonstrar suas forças e disfarçar suas fraquezas, e o treinador já prometeu que os jovens da formação terão mais oportunidades. Isso, claro, enquanto os reforços não chegam. A partir daí, ao menos a narrativa mudará. Até lá, a repetição será: tudo o que ele deseja para o Natal são... alas.