Benfica Enfrenta Dificuldades em Jogo Contra o Gil Vicente
O time titular de José Mourinho refletiu as dificuldades que se manifestaram em campo, exacerbadas pela pressão dos resultados recentes. O Benfica apresentou-se desorganizado, com suas peças não se conectando adequadamente, e o cansaço não justificava a performance.
Aursnes foi escalado como volante, ocupando a vaga do suspenso Barrenechea, mas ficou isolado dos zagueiros, sendo facilmente pressionado pelos meio-campistas do Gil Vicente nas raras ocasiões em que a bola chegava até ele. Como o norueguês não descia para ajudar na construção da jogada, apenas António Silva e Otamendi tomavam a iniciativa, enquanto os laterais se mostravam cautelosos e próximos, falhando em atrair os extremos e criando dificuldades para uma saída limpa de bola. Isso forçava o português a arriscar mais do que o necessário, resultando em perdas de posse.
Por outro lado, o Gil Vicente se mostrou bem organizado e atuava de maneira eficaz em todo o campo. Conseguia superar a pressão, conectar os setores e avançar rapidamente em direção ao gol de Trubin. Logo no primeiro minuto, o ucraniano fez uma grande defesa em um chute de Murillo. Aos 11 minutos, após uma falta não marcada a seu favor, António Silva derrubou Agustín em uma posição frontal, e Luís Esteves converteu o livre com maestria.
As águias conseguiram virar o jogo em apenas seis minutos. Aos 18, Aursnes finalmente encontrou um pouco de espaço e lançou Dahl, que passou para Pavlidis na área. O jogador perdeu a posse, mas Schjelderup conseguiu recuperar e cruzar. Zé Carlos, em uma tentativa de corte mal sucedida, deixou a bola à disposição de Pavlidis, que finalizou com agilidade, marcando o primeiro gol. O segundo gol veio de um pênalti convertido aos 24 minutos, após Ebimbi derrubar Lukebakio, que havia sido lançado por um longo passe de Otamendi.
Esperava-se que o Benfica conseguisse controlar melhor a partida, mas a equipe de César Peixoto se manteve no jogo, com Lukebakio falhando várias oportunidades de gol, tanto com o pé direito quanto com o esquerdo, seu pé preferido.
O intervalo trouxe um novo ânimo para os visitantes. O Benfica que retornou do vestiário foi pressionado pelo Gil Vicente. Trubin fez mais uma grande defesa logo aos 46 minutos, enquanto Santi García acertou a trave em um chute acrobático poucos segundos depois. Aos 49 minutos, um gol de Pablo foi anulado pelo VAR por um fora de jogo milimétrico, e aos 54, um potente chute de Murillo de fora da área foi novamente repelido pelo travessão. A atmosfera no Estádio da Luz era tensa, diante de um cenário preocupante.
O Benfica foi ineficaz no ataque e acabou queimando tempo. Andrew tornou-se um mero espectador da partida. A substituição de Schjelderup por Barreiro aos 68 minutos indicava uma intenção defensiva, buscando evitar que o Gil Vicente empatasse. Ivanovic, que entrou no lugar de Lukebakio, foi o único a se aproximar da área adversária, mas ainda assim longe de conseguir finalizar com efetividade.
É compreensível que Mourinho valorize o resultado, buscando quebrar o ciclo negativo para construir a partir daí. No entanto, o que se percebe é que, mesmo com o resultado, o futebol do Benfica continua insatisfatório, sem sinais de melhora, e, na verdade, apresentando um desempenho ainda pior.