Benfica Enfrenta Dificuldades na Liga dos Campeões sob José Mourinho

Benfica Enfrenta Dificuldades na Liga dos Campeões sob José Mourinho

A questão não se resume a Barreiro ser 6, 8, 10 ou 9,5 — talvez o que melhor o descreva seja um 8 em formação de bloco baixo, que pressiona e utiliza a dimensão física para aumentar a presença na área adversária, semelhante ao que se via no Mainz. O que realmente importa é o que a decisão de posicioná-lo como 10 revela sobre a identidade da equipa e as ideias do treinador. Nesse aspecto, pouco mudou. Poderia ser Bruno Lage, mas é José Mourinho.

Por enquanto, as bancadas parecem aceitar com naturalidade (talvez até de forma excessiva, devido à estabilidade interna nos resultados e ao prestígio do técnico) que o Benfica entre com o atual nível de ambição na Liga dos Campeões e em outras competições.

Seria possível os encarnados terem vencido? Sem dúvida. Criaram boas oportunidades, algumas até flagrantes, e acertaram nos postes. Contudo, mesmo com o domínio concedido pelos alemães, não conseguiram desmontar a defesa adversária na maior parte do tempo, através do ataque posicional, apesar de esta ter mostrado sinais de fragilidade desde o início.

O Benfica jogou bem? Não, definitivamente não, mesmo que a análise de Mourinho, seja para motivar seus jogadores ou não, siga essa linha. Mais uma vez, a equipa não conseguiu atrair, criar superioridades numéricas e mudar rapidamente o centro do jogo em busca de espaço, o que dificultou a quebra da linha defensiva dos farmacêuticos. Não se resolverá apenas com treinos; faltam jogadores, e apesar das semanas que passam, a evolução é pouca.

Para aqueles que falam de intensidade, esta também não pressionou os germânicos, nem física nem mentalmente. Para piorar, alguns jogadores como Aursnes, Lukebakio e Pavlidis estiveram muito aquém das expectativas, enquanto Ríos tentou se destacar e Tomás Araújo se mostrou como o único indiscutível na defesa. Isso não foi suficiente para uma boa performance coletiva, quanto mais para um jogo bonito. Se o segundo conceito dificilmente faz parte do vocabulário de Mourinho, o primeiro foi uma exigência durante os primeiros anos da carreira do treinador português. É a esses princípios que os adeptos se agarram, incluindo o próprio treinador.

Não questiono as decisões de Mourinho, mas o Benfica acumula zero pontos em quatro jogos, sendo três deles sob sua responsabilidade. Apenas o Ajax, próximo adversário, está em uma situação pior. Além disso, muitos clubes com orçamentos inferiores estão posicionados acima na tabela. Lage foi despedido após cumprir objetivos, temendo um colapso na temporada. Embora eu compreenda que não era uma solução ideal, também não percebo grandes mudanças. O que se vê são apenas mais desculpas.

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