Conflito entre Adeptos do Estrela da Amadora e Segurança no Estádio do Dragão

Conflito entre Adeptos do Estrela da Amadora e Segurança no Estádio do Dragão

O jogo entre o FC Porto e o Estrela da Amadora, realizado na última segunda-feira, foi marcado por um incidente envolvendo os adeptos do Estrela. Durante o intervalo, torcedores foram retirados do setor 50, onde estavam, e que não correspondia ao setor indicado nos bilhetes (setor 46).

A BOLA investigou o ocorrido e uma fonte do FC Porto explicou a atuação dos assistentes de recinto desportivo (ARD) e da Polícia de Segurança Pública (PSP). Os adeptos do Estrela estavam no setor errado e, portanto, tanto os ARD quanto os agentes da PSP solicitaram que se deslocassem ao setor correto. A solicitação, no entanto, foi recusada, levando à intervenção do oficial de ligação aos adeptos (OLA) do Estrela. Diante dessa situação, a PSP decidiu retirar os adeptos para o exterior, com o comandante esclarecendo que a recusa em seguir as instruções das forças policiais não seria tolerada.

A claque do Estrela, conhecida como Magia Tricolor, emitiu um comunicado sobre o incidente, descrevendo-o como um “conjunto de acontecimentos absolutamente inaceitáveis”. No comunicado, os adeptos afirmaram que, ao se dirigirem ao setor indicado no bilhete, encontraram um espaço praticamente lotado por adeptos do FC Porto, o que representava um risco evidente. Apesar disso, a organização do evento não pareceu considerar a situação como preocupante. Sem barreiras ou indicações de segurança, os adeptos decidiram se deslocar para o setor 50, que estava vazio. Os panos habituais foram colocados, e a equipe de Spotters estava presente, sem apontar qualquer infração.

Durante a primeira parte do jogo, dois ARD's informaram que os adeptos precisariam deixar o setor 50 e retornar ao setor 46, que estava cheio e misturado com adeptos da casa, sem condições mínimas de segurança. A decisão foi considerada irresponsável e incompreensível, uma vez que colocava os adeptos em uma situação de risco real, contrariando noções básicas de segurança. O único “crime” cometido foi o desejo de apoiar a equipe de forma organizada e pacífica. A claque solicitou a presença do OLA do Estrela da Amadora, que, embora devidamente credenciado pela Liga Portugal, enfrentou dificuldades para circular dentro do estádio.

Após a chegada do OLA, ele iniciou o diálogo com os ARD's e permaneceu com o grupo até o intervalo, quando se esperava que a situação fosse resolvida pacificamente. No entanto, ao tentar realocar os adeptos para o setor 46, as forças de segurança mudaram de abordagem, exigindo identificação e alegando que os adeptos seriam expulsos do estádio sem uma justificativa plausível. Quinze pessoas foram identificadas, incluindo uma criança de 15 anos, tudo isso sem qualquer distúrbio, agressão ou resistência. A cooperação foi total, mas parece que, no atual cenário do futebol português, colaborar também é motivo de punição. Não houve infrações, apenas a mudança de setor devido à falta de condições de segurança, algo que deveria ser valorizado, não punido.

O Estrela da Amadora, que perdeu o jogo por 3-1, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas está ciente da situação e planeja apresentar uma exposição à Liga em decorrência da atuação das autoridades.

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