Decisões Arbitrais e Desempenho no Jogo Entre Portugal e Arménia
No 12º minuto, João Neves, ao saltar para disputar a bola, acabou por pisar o calcanhar direito de Eduard Spertsyan. Embora tenha sido uma infração passível de livre direto, o árbitro optou por não aplicar qualquer sanção disciplinar, uma decisão considerada correta.
Logo no 17º minuto, não houve motivo para assinalar um pênalti a favor de Portugal. João Félix levantou a bola com o pé direito, que acabou por tocar na barriga de Georgiy Harutyunyan, sem qualquer contato com o braço esquerdo, como foi reivindicado. A decisão do árbitro foi acertada, uma vez que não houve infração para a marcação de uma penalidade máxima.
O golo de Cristiano Ronaldo, marcado no 21º minuto, foi considerado legal, sem qualquer infração de fora de jogo. Ao receber o cruzamento de Pedro Neto, Ronaldo encontrava-se em posição regular, atrás dos dois centrais, Muradyan e Harutyunyan, cumprindo assim as normas da lei.
Um cartão amarelo foi corretamente mostrado a Erik Piloyan no 25º minuto, após uma entrada imprudente em que pisou o pé de João Neves com a sola do pé direito. Esta ação foi devidamente sancionada pelo árbitro.
No 62º minuto, o golo de João Félix foi validado, pois não houve toque na bola com a mão ou braço antes de finalizar com o calcanhar. De acordo com a lei 12, que trata das faltas e incorreções, um golo pode ser anulado se o jogador tocar a bola com a mão ou braço antes de marcar, mesmo que acidentalmente. Neste caso, o VAR confirmou que João Félix tocou a bola com a parte direita da barriga, validando assim o quinto golo de Portugal.
A lesão do guarda-redes arménio, ocorrida no 70º minuto, foi resultado das condições inadequadas do relvado, sem qualquer infração sobre ele. A escolha deste estádio para o jogo, após um concerto com 30 mil pessoas em 3 de agosto, levanta questões sobre a responsabilidade da FIFA e da UEFA em garantir condições adequadas para os jogadores, especialmente considerando a sobrecarga de jogos já existente.
Uma das principais alterações nas leis do jogo nesta temporada foi visível no 74º minuto, onde os guarda-redes têm agora um limite de oito segundos para colocar a bola em jogo. O árbitro, após os primeiros três segundos, conta os últimos cinco segundos com gestos visíveis. Neste caso, Henri Avagyan conseguiu colocar a bola em jogo a tempo.
No 83º minuto, não foi assinalada falta na disputa de bola entre Erik Piloyan e Gonçalo Ramos. O contato foi considerado legal, e Gonçalo, ao rematar, perdeu o equilíbrio, resultado do gesto técnico e da falta de apoio no solo, não havendo assim infração que justificasse um pênalti.
Por fim, o árbitro inglês não concedeu minutos de desconto no final do jogo, uma decisão que pode ser contestada. Considerando que a competição pode ser decidida por diferenças de golos, o tempo de recuperação é uma obrigação. Durante o segundo tempo, ocorreram várias paragens, incluindo assistências ao guarda-redes, que justificariam pelo menos sete minutos de tempo extra. Embora a lei permita discricionariedade na definição do tempo adicional, é essencial que esse tempo seja sempre concedido quando necessário.