Denúncias e Inquéritos Marcam Eleições na FPF
Nuno Lobo, ex-presidente da Associação de Futebol de Lisboa, que perdeu as eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para Pedro Proença, emitiu um comunicado confirmando as alegações feitas por Luís Filipe Vieira em uma entrevista na passada sexta-feira. O antigo presidente do Benfica revelou que Pedro Proença, atual líder da FPF, lhe pediu para dissuadir Lobo de sua candidatura, oferecendo em troca um cargo na FPF com um salário elevado e outras regalias.
“Desta forma, e porque pelo menos um dos pontos mencionados durante a entrevista reveste a forma de crime público, cumpre-me informar que estou e estarei, inteira e totalmente, disponível para prestar declarações, logo que a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público instaurem o competente processo de inquérito”, afirmou Nuno Lobo em nota enviada à agência Lusa.
Lobo acrescentou que, a partir do que leu e ouviu das declarações de Luís Filipe Vieira, não há nada que necessite de correção ou desmentido de sua parte, validando, assim, as acusações de Vieira. Ele destacou que durante o processo eleitoral para a FPF, observou “manobras e atropelos de ética duvidosa, alguns, outros ilegais”.
“Da mesma forma, e porque a FPF é uma entidade detentora do estatuto de utilidade pública desportiva, estarei, igualmente, disponível para ser ouvido pela tutela do Governo da República, bem como pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, esclarecendo o que entenderem, por bem, em relação à matéria em causa”, acrescentou.
Após a entrevista de Luís Filipe Vieira, Pedro Proença também se manifestou através de um comunicado. “Em conformidade com o exposto, a FPF e o seu presidente reservam-se ao direito de utilizar todos os meios legais disponíveis para defender o seu bom-nome, credibilidade e honorabilidade sempre que os mesmos sejam colocados em causa.”
Além disso, foi confirmado que o Ministério Público instaurou um inquérito a Luís Filipe Vieira por alegada difamação. “Confirma-se a instauração de inquérito, o qual corre termos no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa, e que teve origem em queixa apresentada por alegada difamação e denúncia caluniosa”, informou a Procuradoria-Geral da República.