Desempenhos dos Jogadores em Jogo do Benfica contra o FC Porto
O guarda-redes Trubin teve um desempenho notável ao realizar duas defesas a remates de Gabri Veiga e Froholdt, sendo a segunda mais complicada devido ao seu potencial de perigo. A cabeçada de Bednarek, que acabou por decidir o jogo e a eliminatória, foi demasiado potente para que o guarda-redes ucraniano pudesse fazer mais do que observar. Uma ligeira hesitação perto do intervalo quase custou um golo, mas ele não saiu da baliza quando a bola sobrevoou a pequena área, permitindo que Borja Sainz desviasse com perigo.
Dedic destacou-se pela sua presença na esquerda do ataque portista, mostrando capacidade para pegar na bola e criar perigo junto da área de Diogo Costa. Ele ameaçou com um remate perigoso de pé esquerdo aos 24 minutos e, em seguida, cedeu a bola a Aursnes, que rematou ao lado.
António Silva, que esteve em dúvida até quase ao início do jogo, não apresentou sinais de problemas físicos. Embora não tenha enfrentado muitos lances de elevada dificuldade, quando foi necessário, impôs-se fisicamente. Ele não teve culpa no golo do FC Porto, uma vez que Bednarek estava marcado por Barreiro, e ainda conseguiu realizar dois ou três lançamentos perigosos para os atacantes.
Dahl teve uma atuação mediana tanto na defesa quanto no ataque. Embora não tenha passado por momentos de pânico, também não conseguiu ser o lateral que o Benfica necessita.
Richard Ríos estava a jogar bem, sem medo de contactos físicos, especialmente com Pepê, e tentava ser ousado nas aproximações à área do Porto. Porém, perto do intervalo, caiu desajeitadamente e sofreu uma lesão aparentemente grave no ombro direito, sendo substituído por Sudakov.
Aursnes navegou bem entre os poderosos médios do FC Porto, conseguindo evitar dificuldades na maior parte do tempo. Após a saída de Ríos devido à lesão, formou uma nova dupla de médios com Barreiro. Poderia ter rematado melhor antes da meia hora, mas o seu remate saiu ligeiramente ao lado.
Prestianni entrou bem em campo, criando várias situações em cima de Kiwior. Ele teve um remate por cima da baliza aos 11 minutos e, quase à meia hora, fez um bom passe para Sidny, que finalizou mal. Após esse momento, seu desempenho diminuiu e ele não conseguiu mais criar perigo.
Leandro Barreiro, com 1,74 metros, teve dificuldades em marcar Bednarek, que mede 1,89 metros, durante lances de bola parada. Ele ficou responsável pela marcação no canto que resultou no golo do Porto, e quando a bola saiu do pé de Gabri Veiga e chegou à cabeça do polaco, Barreiro não conseguiu evitar o desvio fatal. Embora tenha tentado antecipar-se no corpo a corpo, não teve sorte. Na compensação do primeiro tempo, teve uma boa oportunidade de golo, mas seu remate foi facilmente defendido por Diogo Costa.
Sidny Cabral começou o jogo enfrentando uma dura batalha com Martim Fernandes, perdendo mais duelos do que ganhando. Ele teve dificuldades aos 26 minutos, quando recebeu uma bola profunda de Prestianni e se atrapalhou na hora de rematar à baliza, pressionado por Pepê. Após ter jogado 25 minutos como suplente contra o SC Braga, foi titular pela primeira vez, mas ainda está se adaptando a essa nova realidade.
Pavlidis teve uma atuação incansável, cobrindo praticamente todo o campo. Embora seja um avançado, ele também se comportou como médio e extremo. Começou a segunda parte com um remate perigoso que foi defendido por Diogo Costa. Ele correu e lutou bastante, mas falhou um golo que raramente erra, ao se atrapalhar com um cruzamento rasteiro de Schjelderup em cima do minuto 90.
Sudakov entrou em campo aos 43 minutos após a lesão de Ríos, mas não teve um desempenho notável durante o jogo. Ele não jogou tão encostado ao lado esquerdo, devido ao recuo de Barreiro, e não teve momentos de destaque que justificassem sua contratação pelo Benfica no último verão.
Schjelderup teve pouco mais de 25 minutos em campo, mostrando-se agressivo ao atacar a bola. Seu ponto alto foi o passe rasteiro para Pavlidis em cima dos 90 minutos, que o grego desperdiçou.
Ivanovic teve menos de dez minutos em campo, tentando criar perigo a partir de trás, mas não obteve sucesso.