França vence Ucrânia e garante Mundial, mas Mbappé se despede devido a lesão

França vence Ucrânia e garante Mundial, mas Mbappé se despede devido a lesão

A França conquistou uma vitória convincente sobre a Ucrânia na última quinta-feira, com um placar de 4 a 0, garantindo assim sua presença no Mundial de 2026. Kylian Mbappé, que marcou dois gols na partida, foi posteriormente diagnosticado com uma inflamação no tornozelo direito, levando à sua decisão de retornar ao Real Madrid. Como resultado, o atacante não participará do próximo jogo em Baku, no Azerbaijão, programado para este domingo.

A notícia da dispensa de Mbappé gerou descontentamento entre os membros da equipe, incluindo Jérôme Rothen, ex-jogador da seleção francesa e apresentador do programa Rothen S'enflamme, da RMC Sport. Rothen expressou sua preocupação com a situação, afirmando que o vestiário da vice-campeã do mundo está insatisfeito com a atitude do jogador. "Todos nos perguntamos, ao minuto 80, com 4-0, quanto tempo até que houvesse uma lesão. Ele é o capitão da França e recebe um tratamento especial, o que é compreensível. No entanto, ele tem colegas de equipe ao seu redor", comentou Rothen.

O ex-jogador também alertou que essa decisão pode ter repercussões negativas para a dinâmica do grupo. "Os colegas de Mbappé, que jogam tanto ou mais que ele ao longo do ano, querem participar deste jogo, que já não tem importância. Eles vão jogar porque precisam, mas se a situação se complicar... Decisões como essa podem gerar problemas no vestiário. Estou convencido de que há jogadores cansados desse tratamento especial", acrescentou Rothen.

Em contraste, Emmanuel Petit, também ex-internacional francês, defendeu Mbappé. "No ano passado, critiquei-o por não ter ido à Suécia. Agora, estão tentando criar um escândalo onde não existe. Mesmo que isso incomode alguém no vestiário, estamos falando do melhor jogador da equipe. Ele é o líder da seleção francesa. Nos últimos seis jogos, marcou sete gols e cinco assistências. É um jogador colossal com uma carreira de 400 gols. O tratamento preferencial sempre existiu, mas o que foi dado a Mbappé não me choca. Se eu fosse jogador hoje, isso não me incomodaria, pois estamos falando de alguém que ganha jogos", concluiu Petit.

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