Mourinho Surpreende com Novas Opções no Benfica contra o Nápoles
José Mourinho surpreendeu ao escalar Tomás Araújo e Ivanovic no onze inicial do Benfica para o jogo contra o Nápoles. Em declarações à Sport TV antes do confronto da sexta jornada da Liga dos Campeões, o treinador das águias esclareceu que suas escolhas não se devem a questões físicas.
“É uma questão estratégica, não há problemas físicos. Talvez o Pavlidis tenha jogado minutos demais, ele tem sido titular constante, mas a decisão foi um pouco estratégica. Eles defendem individualmente, e o Pavlidis é mais um jogador de aproximação do que de afastamento. Quero que o Ivanovic faça os adversários correrem para trás, e depois veremos o que acontece na segunda parte. Quanto ao Tomás, nossos centrais enfrentarão um atacante muito veloz, e o Tomás é o jogador mais rápido que temos na defesa. Além disso, ele tem mais tranquilidade com a bola, especialmente contra uma equipe que deixará espaço para jogar”, explicou Mourinho.
Em seguida, Mourinho foi questionado por Carlos Carvalhal, comentador da Sport TV, sobre a sua preferência em enfrentar o Nápoles no início da temporada, ao invés do time atual. “O Antonio é o melhor do mundo assim. É o estilo dele. Enfrentar um Nápoles que começou a temporada sob a direção de Spalletti, após conquistar o scudetto, e que logo voltou a uma formação mais defensiva, foi algo inesperado. Eles defendem com 11 jogadores, mas não são uma equipe defensiva. Têm uma transição muito forte e, em organização ofensiva, adotam posicionamentos variados. É uma equipe com grande dinâmica. Com De Bruyne e Lukaku, mostrariam outra qualidade, mas sinto que são uma equipe muito mais forte agora”, analisou o treinador.
Mourinho também foi questionado sobre por que sua equipe parece ter um desempenho melhor contra adversários mais fortes. “O melhor jogo que fizemos foi contra o Leverkusen, foi o mais completo. Controlamos e dominamos, criamos várias oportunidades e acabamos perdendo por um lance que foi quase um autogolo. Com o Sporting, se houvesse um vencedor, seríamos nós. Não sei se é a mística, ou a responsabilidade que vem com o sentimento de que ninguém é maior do que nós. Honestamente, posso dizer a vocês, que não digo diretamente aos jogadores: eles [Nápoles] são mais fortes que nós [faz gesto de silêncio]. Mas podemos vencer!”, afirmou.
“Eles são muito bons como equipe. E se tiverem um lance de bola parada contra nós, é melhor rezar, porque eles vão com sete jogadores e isso é difícil”, concluiu.