Neom Sports Club e a Polêmica dos Adepte Falsos
O Neom Sports Club, recentemente promovido para a primeira divisão saudita, busca se destacar no cenário esportivo. De acordo com uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo L'Équipe, o presidente do clube, Meshari Al-Motairi, está pagando adeptos falsos para criar um ambiente animado nas arquibancadas.
No último período de transferências, o clube contratou principalmente jogadores franceses, incluindo Alexandre Lacazette, Nathan Zézé, Marcin Bulka, Amadou Koné e Saimon Bouabré. Além disso, o goleiro português Luís Maximiano, formado no Sporting, também se juntou à equipe. O Neom quase conseguiu a contratação de Jota Silva, mas o Sporting não conseguiu inscrever o jogador a tempo.
A equipe técnica do Neom, sob a liderança do francês Christophe Galtier, é predominantemente composta por profissionais portugueses. Entre eles estão Micael Moreira (fisioterapeuta), António Luís (coordenador técnico), Rodrigo Magalhães (coordenador da formação), Calico Almeida (treinador de desenvolvimento individual) e Eduardo Cachulo (coordenador de formação de goleiros).
Retornando ao tema principal, durante o jogo contra o Al-Okhdood, que terminou em 1-0 a favor do Neom, cerca de 1000 adeptos estiveram presentes, dos quais 300 eram africanos. Esses adeptos foram fundamentais para criar um clima de apoio nas arquibancadas, que estavam quase vazias no estádio de Tabuk. Segundo o diário francês, esses adeptos recebem instruções por meio de um grupo no WhatsApp e são remunerados após o jogo, em troca de um voucher de presença. "Pagamos 50 riais [equivalente a 11 euros] pela noite", informa uma das mensagens divulgadas.