Portugal Enfrenta Derrota em Dublin e Preocupações Crescentes na Seleção
Portugal precisava de uma vitória na Irlanda para garantir a classificação para o Mundial, mas acabou por perder. Este resultado não é surpreendente, uma vez que a seleção nunca venceu em Dublin em jogos oficiais. Além disso, sob o comando de Roberto Martínez, que até então tinha um histórico impecável nas qualificações (10 vitórias em 10 jogos para o Euro 2024, 4 vitórias e 2 empates na Liga das Nações no segundo semestre de 2024, e 3 vitórias e 1 empate na qualificação para o Mundial-2026), essa derrota marca um desvio inesperado.
Esta foi apenas a quinta derrota em 35 jogos sob a direção de Martínez, o que significa que a seleção perde uma em cada sete partidas. O que realmente preocupa é o desempenho da equipe, que tem sido insatisfatório. Os jogos realizados em outubro, especialmente em Alvalade, já haviam levantado preocupações sobre a dificuldade em vencer a Irlanda e a vantagem desperdiçada contra a Hungria.
Mais alarmante é a perspectiva do selecionador, que parece ver a situação de forma otimista, ao afirmar que a equipe "joga muito e bem." Essa visão, que ignora os sinais de alerta, pode ser um obstáculo para a mudança necessária.
No entanto, o episódio mais grave do jogo de ontem não foi apenas a declaração de Martínez, mas a conduta de Cristiano Ronaldo. O que o capitão da seleção portuguesa fez foi lamentável. Agressões, embora inaceitáveis, podem ocorrer em momentos de frustração, mas a forma como Ronaldo reagiu foi ainda mais preocupante.
Com 40 anos, Ronaldo provocou adversários e o público irlandês na conferência de imprensa anterior ao jogo, criando um clima que não soube controlar. Sua reação, que incluiu choros e gestos desdenhosos após ser expulso, foi inadequada. Ele parecia não compreender a gravidade da situação, culpando o público pela sua expulsão.
Ronaldo cometeu um erro e o mínimo que se espera é um pedido de desculpas. No entanto, a falta de autocrítica, somada ao apoio de Martínez, que minimizou a situação ao afirmar que "não houve violência" e que Ronaldo "teve azar", deixa pouco espaço para esperança de uma mudança significativa.