Portugal no EuroBasket: Uma Experiência Inesquecível

Portugal no EuroBasket: Uma Experiência Inesquecível

"Naaaaãoooo! Nada!", respondem em uníssono, acompanhados de risadas, Diogo Ventura, Diogo Gameiro e Francisco Amarante, ao serem questionados se durante o 41.º EuroBasket, onde tiveram a oportunidade de enfrentar algumas das melhores seleções e jogadores do mundo, especialmente ao estarem tão próximos da Sérvia e de Nikola Jokic, que jantava nas mesas ao lado no hotel, pediram algum autógrafo ou tiraram fotografias.

"Não quisemos dar parte fraca", conta Amarante, enquanto Ventura revela: "Discutimos isso entre nós... Mas ninguém acabou por pedir, a não ser que tenha sido às escondidas. Mas não", assegura.

"Perguntávamos quando é que já estava a valer. Hoje, já está a valer? E passávamos por eles como se não fossem ninguém, de cabeça erguida", acrescenta Francisco, rindo. "Dois ou três dias depois, passavam por nós e já era: ‘Vais ver, amanhã vou jogar contra ti e estás lixado!’ Com o passar dos dias, tudo se tornou normal. Dentro de campo, nem havia essa questão", garante Ventura.

Esses trechos fazem parte de uma conversa descontraída com A BOLA, onde os três jogadores, conhecidos como os Linces, partilharam suas experiências e contribuições para o retorno de Portugal ao EuroBasket após 14 anos. A seleção portuguesa alcançou a histórica passagem aos oitavos de final, com duas vitórias inéditas na fase de grupos: contra a República Checa (50-62) e a Estónia (65-68), apesar da exclusão de Neemias Queta devido a uma segunda falta técnica. A equipe foi eliminada pela Alemanha, campeã mundial e europeia, com um placar de 85-58, após resistirem fisicamente até o último quarto, onde marcaram apenas 7 pontos.

Essa conversa poderá ser acompanhada mais tarde em A BOLA.pt, no YouTube e na A BOLA TV. O EuroBasket certamente marcará as carreiras dos três basquetebolistas, que jogam no Sporting e no Benfica, e com o tempo, eles perceberão cada vez mais o quanto essa experiência os fez crescer como pessoas. O torneio também foi significativo para suas famílias, que os acompanharam desde os tempos de minibásquete.

"O jogo contra a Sérvia foi marcante pelos jogadores que enfrentámos, mas o que mais me deu prazer foi o da Estónia, por termos um pavilhão cheio contra nós e pelo que significava. Já não era apenas uma fase de grupos, mas uma verdadeira final para os oitavos de final", destaca Ventura.

Gameiro acrescenta: "No meu caso, foi logo o primeiro [contra a República Checa], mas o da Estónia é o que ficará na memória, pois já sabíamos que era uma final e os adversários e adeptos também. Foi o verdadeiro jogo da morte. Mas, mais do que ter defrontado a Sérvia, foi jogar contra a Alemanha, campeões do mundo e agora da Europa".

Francisco considera o embate com os estonianos como "o jogo". "Entrámos e era tudo a assobiar. O ambiente era incrível. Tornou-se marcante pela nossa vitória. Agora, contra a Sérvia, olhávamos para o outro lado e víamos jogadores que só vemos pela televisão. Defrontá-los foi um prazer enorme. O mesmo contra a Alemanha, mas com a emoção de estarmos nos oitavos de final do EuroBasket. Esses foram os três jogos que me marcaram", explica.

Durante a competição em Riga, Portugal enfrentou os dois finalistas: primeiro a Turquia (95-54) e depois a Alemanha. Perguntados se houve outros países e superestrelas que gostariam de ter enfrentado, Ventura respondeu: "Para mim, seria a Eslovénia, para jogar contra o Luka [Doncic]. Queria ver ao vivo como ele faz. Não parece ter um arranque físico forte, mas é extremamente técnico. Gostaria de experimentar um daqueles seus triplos".

Amarante completou: "Para mim, seria a Grécia. Queria entender a dimensão do Giannis [Antetokounmpo]. Deve ser uma experiência completamente absurda estar em campo contra ele".

Gameiro concordou: "Mas eu gostaria de ter enfrentado a Espanha novamente, para sentir como seria um jogo decisivo, depois de já termos vencido na fase de preparação. Sou um grande fã do [Vasilije] Micic da Sérvia, não tanto pelo que fez na NBA, mas pelo que jogou no Anadolu Efes". Ele também expressou sua admiração por Jokic, ressaltando o respeito que tem pela forma inteligente como o jogador compreende o jogo.

Os três compartilham um desejo: voltar a viver uma fase final como a que tiveram na Letônia. Eles prometem tentar isso já no Mundial do Qatar 2027, antes do Euro 2029. Embora saibam que não será fácil, agora têm a consciência da importância de viver esses momentos.

Para saber mais sobre como é voltar a jogar com Neemias Queta ou a experiência de jogá-lo pela primeira vez, será necessário assistir à entrevista. Vale a pena.

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