Pressão sobre Ruben Amorim aumenta após início de temporada
Recentemente, mencionei que Ruben Amorim precisava começar a entregar resultados. Embora a cobrança possa ser considerada injusta, é inegável que a pressão aumentaria caso os resultados não aparecessem. E assim, após dois jogos e apenas um ponto conquistado, a exigência pela sua saída cresce.
Os adeptos costumam ter pouca paciência, e muitos acreditam que o treinador português recebeu o que pediu, especialmente considerando os milhões investidos em atacantes que ainda não se traduziram em gols. Com isso, as "desculpas acabaram". Wayne Rooney, que já demonstrou não ser um estrategista excepcional, fez essa afirmação de maneira clara. O Manchester United também enfrenta um dilema semelhante, com antigas glórias se transformando em líderes de opinião.
Ao comparar o final da última temporada com os jogos realizados até agora, incluindo um confronto difícil contra o Arsenal, é evidente que houve melhorias. A equipe apresenta mais agressividade e parece refletir melhor a filosofia do técnico. Se a finalização melhorar e o time mantiver o foco durante os 90 minutos, os resultados positivos surgirão. No entanto, ainda faltam peças cruciais. Um goleiro de qualidade, que não pode ser Bayindir ou Onana, é essencial, especialmente agora que Ruben Amorim perdeu a confiança no camaronês. Esse reforço seria tão importante quanto os já adquiridos Matheus Cunha, Mbeumo ou Sesko.
Além disso, é necessário um meio-campista que traga qualidade de passe e robustez física, atuando como motor da equipe. Atualmente, Ugarte não desempenha essa função de construtor, e Casemiro se encontra no ocaso da carreira. Novas opções para as laterais também seriam bem-vindas. O time precisa de mais três ou quatro jogadores, e não está claro se o treinador receberá novos reforços.
Outro ponto a ser resolvido é a posição do melhor jogador e capitão, Bruno Fernandes, que não se adapta bem ao esquema 3x4x2x1. Embora seja um jogador versátil, sua função como meio-campista no duplo-pivot em momentos sem a bola prejudica tanto ele quanto a equipe. Na frente, Mount ocupa a posição que poderia ser de Pote, enquanto Mainoo permanece no banco, gerando protestos entre os torcedores.
Amorim terá a oportunidade de iniciar um novo caminho diante do Burnley. Não basta apenas afirmar que a equipe está diferente; é preciso demonstrar essa mudança, mesmo que uma transformação tão profunda demande mais tempo. Treinadores como Moyes, Giggs, Van Gaal, Mourinho, Solskjaer, Rangnik e Ten Hag trouxeram diferentes ideias e lideranças após a era Ferguson, mas falharam. Portanto, a lição continua a ser aprendida — por adeptos, dirigentes, jogadores e até pelos próprios treinadores.