Suspeito de Tiroteio na Universidade de Brown Identificado
Cláudio Manuel Neves Valente, de 48 anos, um ex-aluno português da Universidade de Brown, é o principal suspeito do tiroteio ocorrido na instituição nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, ele é acusado de ter assassinado Nuno Loureiro, um físico e antigo colega de universidade em Portugal, na porta de sua casa em Brookline, Massachusetts, na última segunda-feira.
Na quinta-feira passada, Cláudio Valente cometeu suicídio em Salem, New Hampshire, quando as autoridades estavam prestes a detê-lo, conforme reportado pela ABC News. O procurador-geral de Rhode Island, Peter Noronha, informou que Valente foi encontrado morto, portando uma mochila, duas armas de fogo e evidências que ligam seu veículo à cena do crime em Providence.
Além do assassinato de Nuno Loureiro, Valente é suspeito de ter matado outras duas pessoas e ferido nove durante ataques separados na Universidade de Brown. A presidente da universidade, Christina Paxson, afirmou que Cláudio Valente não tinha vínculos com a instituição desde que concluiu seu doutorado em física em 2000. Ele imigrou para os EUA com visto de estudante, mas somente 17 anos depois obteve autorização de residência.
Em resposta a esses eventos, o presidente Donald Trump suspendeu o programa de vistos que permitiu a entrada do português nos Estados Unidos. A secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, declarou que, a pedido de Trump, ordenou ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos a suspensão do programa. "Este indivíduo hediondo nunca deveria ter tido permissão para entrar no nosso país", afirmou Noem em suas redes sociais.
O programa de vistos, conhecido como green cards, disponibiliza anualmente até 50 mil vistos através de sorteio para pessoas de países pouco representados nos Estados Unidos, muitos deles na África. Trump tem se oposto a este programa e ao sorteio, que foi estabelecido pelo Congresso dos EUA. Para o sorteio de 2025, quase 20 milhões de pessoas se inscreveram, com mais de 131 mil sendo selecionadas, incluindo cônjuges. No ano passado, apenas 38 cidadãos portugueses conseguiram vagas no programa.