Benfica Recusa Proposta Milionária por Jogador Importante
A análise de Nuno Catarino, CFO do Benfica e vice-presidente do Conselho de Administração da SAD, não se limitou apenas a números. Ele revelou que o clube rejeitou uma proposta milionária por um de seus jogadores mais importantes na reta final do mercado, enquanto a SAD finalizava o processo de Lukebakio e a formação do plantel.
“Houve uma proposta, mas vou deixar para o presidente, se ele quiser contar. Era significativa, poderíamos ter realizado a maior venda deste mercado. No último dia, porém, não fazia sentido. Estávamos fechados”, explicou Nuno Catarino.
O alvo da oferta de última hora foi Vangelis Pavlidis, um atacante internacional grego de 26 anos e o artilheiro do Benfica na temporada passada, que possui uma cláusula de rescisão de €100 milhões.
Nuno Catarino também foi questionado sobre as situações de João Félix e Thiago Almada, que não se desenrolaram conforme o esperado pelos encarnados. No entanto, ele foi cauteloso ao abordar esses casos, negando que a falta de recursos tenha sido um obstáculo para fechar as operações: “Vou deixar para o presidente [Rui Costa] explicar depois, quando tiver de explicar. Mas se conseguimos investir €138 milhões... Não foi por essa razão. Definimos o que faz sentido para nós, que não é necessariamente o que faz sentido para a outra parte ou para os jogadores. Se não há um entendimento mútuo, não há negócio.”
O CFO também refutou a ideia de que o Benfica apostou todas as suas fichas neste mercado, mesmo com o investimento mais elevado da história do clube. “Entramos em um exercício com um orçamento definido e mantivemos o objetivo de equilibrar as vendas com as compras. Há, de fato, uma equivalência. Vamos continuar a manter isso equilibrado. Isso vem das necessidades do plantel, que são identificadas pelo treinador, pelo presidente e pela estrutura, e também do mercado, que foi diferente de todos os outros. Parecia que qualquer jogador custava €20 milhões. Foi um mercado um pouco aquecido”, observou.
Por fim, ele comentou sobre a parte do relatório dedicada aos custos com pessoal, que inclui a indemnização milionária a Roger Schmidt, no valor de €8,7 milhões: “Isso já está resolvido há seis meses, acho que ninguém quer repetir uma situação dessas. Nem está no horizonte que aconteça.”