Bruno Lage e a Evolução do Benfica: Reflexões sobre a Nova Temporada

Bruno Lage e a Evolução do Benfica: Reflexões sobre a Nova Temporada

Em 2018/19, Bruno Lage viveu uma fase áurea na sua carreira ao utilizar dois avançados, João Félix e Seferovic, que permitiram ao Benfica recuperar uma desvantagem de sete pontos para o FC Porto, sagrando-se campeão nacional. Desde então, a utilização de dois avançados no onze titular do Benfica tem sido rara, com a última ocorrência registada em abril de 2022, quando Nélson Veríssimo escalou Gonçalo Ramos e Darwin em um empate sem gols contra o Famalicão.

Na partida de ontem, em Nice, Lage percebeu que enfrentava um adversário debilitado defensivamente e facilmente desorganizado. Ao juntar Ivanovic a Pavlidis no ataque, começou a conquistar a vantagem desejada.

A primeira parte da equipe na Côte d'Azur não foi brilhante, muito longe disso, como já havia sido observado na Supertaça. Contudo, a presença do croata ao lado do grego trouxe mais assertividade e clareza ao ataque do Benfica. É importante ressaltar que o valor de um jogador não garante necessariamente um lugar no onze titular — exemplos recentes como Everton, Yaremchuk e Arthur Cabral demonstram isso. Será necessário que ambos aprimorem a conexão, mas os primeiros sinais foram promissores, trazendo novas ideias para o coletivo. Na segunda metade do jogo, o Benfica acelerou o ritmo e praticamente assegurou a vitória, tornando a segunda mão da eliminatória mais fácil de administrar em casa.

Embora tenha evitado abordar diretamente a necessidade de um jogador criativo, no estilo de Di María, Bruno Lage certamente reconhece que a chegada de um atleta com essa capacidade poderia elevar a equipe a um novo patamar. Afinal, não faz sentido ter perdido um mês atrás de Thiago Almada e João Félix para, em seguida, decidir que as soluções estão dentro do plantel. Estará Rui Costa aguardando os milhões que a entrada na Champions garante para investir em um grande reforço? O futuro dirá.

Recebi com tristeza e surpresa a notícia do falecimento de Jorge Costa, um defensor implacável, que foi um dos maiores nomes da história do FC Porto. No momento da saída de Pinto da Costa, o silêncio institucional do Benfica e do Sporting causou desconforto, mas agora, pela postura irrepreensível dos dois clubes, ficou claro que a questão não era sobre os clubes em si, mas sim sobre Pinto da Costa como indivíduo.

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