Carlos Queiroz e a Luta de Omã pelo Apuramento no Mundial 2026

Carlos Queiroz e a Luta de Omã pelo Apuramento no Mundial 2026

O play-off asiático rumo ao Mundial 2026 tem início nesta quarta-feira, com várias seleções já apuradas. No entanto, a seleção de Omã, liderada pelo treinador Carlos Queiroz, ainda busca uma vaga, precisando enfrentar o Qatar e os Emirados Árabes Unidos para conseguir a classificação histórica para a fase final do torneio.

Queiroz, ex-selecionador de Portugal, tem a oportunidade de se tornar o único treinador na história do futebol a garantir cinco qualificações para Copas do Mundo, tendo já levado as seleções da África do Sul (2002), Portugal (2010), Irão (2014 e 2018) a este prestigiado evento.

Na conferência de imprensa que antecedeu o primeiro jogo contra o Qatar, Queiroz fez duras críticas ao calendário da competição, afirmando que este favorece o adversário. Ele destacou que a mesma situação se aplica ao grupo da Arábia Saudita. "Conheço muito bem a seleção do Qatar, e eles também me conhecem. Nesse sentido, é um jogo equilibrado. As dificuldades que enfrento agora, a 24 horas do jogo, não têm grande importância. Vocês conhecem-nas melhor do que eu. Jogamos fora de casa, enquanto o Qatar joga em casa. Temos dois jogos em três dias, enquanto o Qatar tem seis dias de intervalo. Se essa é a situação, não tenho mais comentários a fazer; é melhor conversar com quem decide. Tenho 40 anos de futebol e não considero isso justo. Mas sou apenas um treinador e preciso aceitar, na verdade, sou grato, pois isso fortalece meus jogadores", afirmou.

Ele acrescentou: "A única coisa que posso dizer, e isso é uma opinião pessoal, é que, se eu fosse o treinador do Qatar, eles já estariam qualificados e Omã jogaria contra outro adversário. Evoluímos, mas o que importa é o presente e não o passado. Estou aqui como treinador de Omã, respeitamos muito a equipe e os jogadores do Qatar, mas, perdoem-me, amanhã queremos fazer o nosso melhor e vencer. Sabemos que será difícil. Estamos enfrentando todos e tudo. Quando o Qatar jogar contra os Emirados Árabes Unidos, eles saberão o resultado que precisam. Nunca vi isso em 40 anos de futebol. Mas, mais uma vez, agradeço, pois isso nos ajuda a estar mais focados, concentrados e preparados. Estes jogadores estão prontos para dar tudo em campo; acreditem, não será fácil para o nosso adversário", destacou Queiroz, ao ser questionado se teria a mesma opinião se estivesse no lado oposto.

"Sentiria o mesmo. Quando um jogo termina, gosto de ir para casa com a sensação de que foi bem ganho, com as condições adequadas. Mas estamos a 24 horas do jogo... não fui eu nem os jogadores que decidiram isso. Quem decidiu precisa viver com isso. Nós apelamos a todos para que se inspirem e desfrutem do grande jogo de amanhã, que se divirtam e, no final, que vença a melhor equipe em campo. As circunstâncias fora do campo não controlamos. Neste ponto da minha carreira, já não tenho problema em expressar o que penso, nem me preocupo com a opinião alheia. Acredito que minha opinião está correta, e tenho certeza de que vocês também pensam assim, até mesmo as pessoas aqui no Qatar. Mas, novamente, agradeço a quem criou este cenário. Agora, vamos desfrutar", concluiu, comparando sua experiência como selecionador de Portugal à de Omã.

"Para mim, ser treinador de Portugal, Colômbia, Manchester United, Egito, Qatar ou Omã é sempre a mesma coisa. Quando era treinador do Manchester United, do Real Madrid ou do Qatar, meu objetivo era sempre o mesmo: vencer. Agora, Omã é minha família e minha equipe, e aqui também quero ganhar. O melhor remédio no futebol é sempre a vitória. Não estamos aqui para fazer ópera; estamos em busca de resultados. Estamos prontos para estes dois jogos e para deixar tudo em campo. Como qualquer equipe, o Qatar tem seus pontos fortes e fracos, e nós também. O que importa é que estejamos preparados e inspirados", finalizou Queiroz.

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