Crise Sem Precedentes no Liverpool sob Arne Slot
O Liverpool, sob a direção de Arne Slot, enfrenta uma crise sem precedentes na sua história recente. A derrota por 1-4 em casa para o PSV Eindhoven, na Liga dos Campeões, agravou uma série de resultados desastrosos, a pior desde 1953. O clube não perdia três jogos consecutivos por uma margem de três golos há 72 anos, tendo sofrido desaires por 3-0 contra o Manchester City e o Newcastle.
No total, os Reds perderam nove dos seus últimos 12 jogos em todas as competições, um desempenho que levou parte dos adeptos em Anfield a assobiar a equipa ao final do encontro.
Em declarações à emissora irlandesa RTE, um desolado Curtis Jones admitiu não ter respostas para o momento atual. "Sinceramente, não as tenho. Digo isto a toda a gente. É simplesmente inaceitável. Já não estou zangado, cheguei a um ponto em que simplesmente não tenho palavras", confessou.
O médio, que se formou no clube, expressou sua frustração como adepto. "É difícil porque jogo pela equipa que apoio. Sou adepto e vejo este clube desde sempre. Há muito, muito tempo que não via o Liverpool passar por uma fase como esta, com resultados como estes", lamentou.
Apesar da desilusão, Jones prometeu lutar. "No final de contas, ainda temos este emblema ao peito. E até o perdermos, vamos lutar sempre", garantiu. "Vamos tentar colocar esta equipa onde ela pertence, mostrar a todos o que este clube é e porque lhe chamam a melhor equipa do mundo. Mas, neste momento, estamos num sarilho e isso tem de mudar."
Apesar da má fase histórica e das críticas, o contestado treinador do Liverpool, Arne Slot, afirma sentir-se seguro em sua posição. "Sinto-me seguro, estou bem, tenho muito apoio da direção. Seria bom inverter a situação e conseguir uma vitória, claro, mas quando se é treinador e as coisas não correm bem, é normal que surjam dúvidas", afirmou o técnico neerlandês.
Slot acrescentou que está habituado a lidar com a pressão. "Estou tranquilo com a minha posição. Não é a primeira vez que me encontro numa situação difícil, mas está na hora de recuperarmos."