Desempenho Desapontante da Yamaha no Grande Prémio da Áustria
Miguel Oliveira, da Pramac Yamaha, terminou em 17.º lugar no Grande Prémio da Áustria, a 13.ª corrida das 22 programadas para o Mundial deste ano. Mais uma vez, o desempenho das motos Yamaha foi decepcionante, com o australiano Jack Miller ocupando a última posição, logo atrás do português. As duas motos da equipe de fábrica, Alex Rins em 16.º e Fabio Quartararo em 15.º, completaram as colocações à frente de Oliveira.
No final da corrida, a frustração dos pilotos era evidente. "Na verdade, não houve nada de novo. Sabíamos que seria uma corrida difícil. Durante o warm-up, percebi que iríamos sofrer mais do que no dia anterior, que já tinha sido complicado. No arranque, a roda traseira começou a deslizar e tive que apertar a embraiagem novamente, o que comprometeu meu início. Poderia ter recuperado algumas posições, mas desde o início fiquei muito atrás. Tentei administrar os pneus, mas mesmo assim os desgastei rapidamente. No meio da corrida, já não tinha pneus e só consegui terminar a corrida. Os pontos fracos da moto aqui são muito evidentes. Já mencionei que a equipe não sabia ao certo o que fazer, e fomos para a corrida apenas para coletar dados e entender o que pode ser melhorado", explicou o piloto português à Sport TV.
O fato de as quatro Yamaha terem terminado nas quatro últimas posições levanta questões. "Sim... Acredito que precisamos estar todos alinhados quanto aos pontos fracos da moto. A Yamaha e os engenheiros, considerando a diferença que Fabio Quartararo faz, entendem que a moto precisa de mais tração na saída das curvas, o que é verdade. Contudo, na minha opinião, perdemos muito ao entrar nas curvas; a moto não vira o suficiente, e dependemos muito da roda dianteira, sem apoio da traseira para parar. Em um circuito onde a frenagem é crucial, essas diferenças se tornam muito evidentes", justificou Oliveira. "Sabemos que a Yamaha está trabalhando em um projeto para o futuro, então precisamos ter um pouco de paciência", concluiu.
O espanhol Alex Rins, também decepcionado, reconheceu que o trabalho é o que resta. "Foi muito duro, porque como piloto, sinto que posso render mais do que a moto permite. Tento seguir linhas semelhantes às de Fabio, mas não me sai naturalmente. O importante é continuar a trabalhar", afirmou.
Quanto à dança de pilotos na Yamaha, a equipe adiou o anúncio de quem se juntará a Toprak Razgatlıoglu na Pramac Yamaha em 2026. Um dos nomes cogitados para sair é o de Rins, que se mostrou surpreso com a pergunta sobre seu futuro. "Sair da Yamaha? Não, estou tranquilo. As pessoas gostam muito de falar, mas sei que sou apreciado na equipe, isso nunca passou pela minha cabeça", disse Rins, que ainda tem mais um ano de contrato, assim como seu companheiro Quartararo.
A situação de Quartararo também não é segura, apesar de ter o contrato mais bem pago do paddock (12 milhões de euros) e de ser o campeão do mundo de 2021. Há rumores de que sua insatisfação é insuportável.
Na Pramac, Miller está com o contrato prestes a terminar, mas apresenta melhores resultados do que Oliveira, que ficou fora de três GPs devido a lesões. Miller ainda tem um ano de opção, que a Yamaha pode não acionar com base em uma cláusula de desempenho.
Na próxima semana, mais um capítulo se desenrolará na Hungria. Até lá, Marc Márquez continua dominando sem oposição, liderando a classificação do Mundial com uma vantagem de 142 pontos sobre seu irmão, Alex Márquez (Ducati), que hoje terminou em 10.º lugar.