Desempenho e Estratégia na Vitória do Sporting
Após o recente jogo, o treinador analisou a performance da equipe, destacando a competência demonstrada, apesar de uma certa passividade e falta de frescor em alguns momentos. Ele reconheceu que, na primeira parte, a equipe criou várias oportunidades de gol, mas a incapacidade de concretizá-las gerou ansiedade. "Deixámos o jogo aberto para contra-ataques do adversário, o que torna a situação perigosa. Precisávamos de mais calma e controle no meio-campo ofensivo. Se tivéssemos marcado o pênalti, o jogo poderia ter mudado completamente. Com a qualidade do Trincão, conseguimos o primeiro gol e encerramos a primeira parte", afirmou.
No segundo tempo, a equipe começou de forma passiva nos primeiros dez minutos, mas logo reagiu, tornando-se mais intensa e competitiva. "As decisões tornaram-se mais claras, e os gols surgiram naturalmente. Os jogadores que entraram na segunda parte trouxeram uma energia positiva. No entanto, nos últimos dez minutos, a passividade voltou a surgir e acabamos sofrendo um gol. Mas, acima de tudo, fomos competentes e conseguimos o que era mais importante: a vitória", acrescentou.
Sobre as atuações de Quenda e Trincão, o treinador elogiou a qualidade individual de ambos, mas destacou a importância de suas contribuições para o coletivo. "Estou feliz pelo Trincão, mas ele precisa dar ainda mais. Não se trata apenas de marcar gols. Quanto ao Quenda, ele fez o que sempre faz. No início da temporada, ele não jogou tanto por decisão técnica, mas sempre foi uma escolha difícil entre ele e Geny", comentou.
Questionado se os jogadores pensaram em administrar o esforço, o treinador disse: "Não creio que tenha sido uma questão de gestão por parte dos jogadores, pois o grupo tem respondido de maneira fantástica, mesmo quando está cansado. É natural sentir o corpo pesado após muitos jogos. Hoje, enfatizei a importância do esforço e da dedicação, que são valores do Sporting. A qualidade individual está presente, mas o coletivo não pode cair na passividade, como vimos recentemente no jogo do Benfica com o Qarabag".
Sobre a possibilidade de receios em relação ao que ocorreu na Luz, o treinador esclareceu: "Nós não pensamos no outro jogo. Poderia haver ansiedade devido à dificuldade em marcar, mas isso é normal. Em relação ao Mourinho, estou feliz em enfrentar um grande treinador. Isso é desafiador, mas nossos objetivos permanecem inalterados".
Quando questionado sobre a definição de Hjulmand como o batedor de pênaltis, o treinador reafirmou: "Ele já marcou vários, e mesmo tendo falhado hoje, isso acontece com os melhores. No próximo jogo, Hjulmand será o responsável novamente. Ele é o primeiro na hierarquia de batedores e tem demonstrado qualidade". Além disso, mencionou a possibilidade de utilizar mais combinações de jogadores em campo: "Só posso colocar dois de cada vez, mas veremos mais duplas diferentes".
Por fim, o treinador expressou satisfação com a profundidade do plantel: "Sempre disse que estou feliz com meu grupo. Eles têm dado uma resposta fantástica diariamente. É um grande grupo de amigos, que se apoiam mutuamente e reconhecem a qualidade uns dos outros. Há um grande respeito entre eles". Em relação à estratégia para lidar com as dificuldades, o treinador ressaltou a necessidade de refrescar a equipe, já que alguns jogadores não estavam com a energia desejada. "O refresco foi positivo, pois quem entrou trouxe uma nova intensidade e melhorou nosso desempenho. Fiquei satisfeito com a contribuição dos que entraram em campo".