Domingos Duarte Reflete Sobre Carreira e Sonhos de Regresso a Portugal

Domingos Duarte Reflete Sobre Carreira e Sonhos de Regresso a Portugal

Domingos Duarte Reflete Sobre Carreira e Sonhos de Regresso a Portugal

Domingos Duarte, defesa do Getafe, tem uma trajetória de sete anos e meio no futebol espanhol, tendo passado anteriormente por clubes como Corunha e Granada. No entanto, o seu sonho de regressar a Portugal permanece vivo, especialmente o desejo de jogar por um clube em particular, conforme revelou em entrevista ao jornal A BOLA.

“Vamos fazer um pouco o percurso da sua carreira: tudo começou no Estoril Praia…”

“Sim, sou de Cascais e entrei no Estoril muito jovem, com 7 ou 8 anos. Aos 16 anos, fui para o Sporting, onde estive por três temporadas na equipa B. Depois, passei pelo Belenenses, Chaves e Corunha, até que o Granada adquiriu o meu passe. Fiquei lá por três anos na primeira divisão espanhola. No terceiro ano, a equipa desceu e então transferi-me para o Getafe, onde já estou na minha quarta temporada.”

Quando questionado sobre qual clube o marcou mais, Domingos respondeu: “Guardo recordações positivas de todos os clubes onde passei e tenho um grande carinho por eles. Fui sempre bem tratado e tive boas experiências. Contudo, o Sporting é um caso à parte, e gostaria de um dia voltar. Sou muito grato por tudo o que fizeram por mim quando era ainda um miúdo.”

Sobre a sua experiência no Deportivo da Corunha, Domingos afirmou: “Foi um ano muito bom, mas infelizmente não conseguimos subir à LaLiga, o que foi uma pena, pois os adeptos estavam muito unidos à equipa. Se pudesse, teria ficado muitos anos na cidade.”

Domingos recordou também a sua passagem pelo Granada, onde teve a oportunidade de jogar na primeira divisão e conheceu sua esposa. “Foi uma experiência profissional muito rica, onde vivemos ótimos momentos, incluindo a qualificação para a UEFA Europa League. No terceiro ano, as coisas não correram bem e acabámos por descer à segunda divisão, o que me deixou muito triste, pois o clube me marcou.”

Em relação a uma lesão significativa que sofreu em Granada, ele comentou: “Foi um choque com o nosso guarda-redes, Luís Maximiano. A lesão foi complicada e levei meses para me recuperar. Quando voltei, faltava-me ritmo, mas aos poucos recuperei e atingi meu melhor nível.”

Domingos continuou a sua carreira no Getafe, onde descreveu a experiência: “No primeiro ano joguei bastante, mas no segundo tive menos oportunidades devido a expulsões e uma lesão no ombro. Após uma cirurgia, recuperei a confiança e joguei muito no terceiro ano e agora nesta quarta temporada.”

Ele também falou sobre o estilo de jogo do Getafe: “Somos uma equipa compacta com grande espírito de entreajuda. Todos defendemos e atacamos juntos. Temos poucos recursos, então aproveitamos ao máximo as oportunidades.”

Sobre o seu papel sob o comando do treinador José Bordalás, Domingos disse: “Ele pede que cometamos o menor número de erros possível. Para os centrais, é importante ter uma boa saída com a bola, mas o principal é saber defender bem.”

Domingos também se destacou como marcador de golos e recordou um gol importante na sua carreira: “Foi no meu segundo ano no Granada, contra a Real Sociedad, que nos permitiu manter-nos nos lugares que davam acesso à Europa.”

Com o seu contrato com o Getafe a terminar em junho, ele declarou: “Meu foco é ajudar a equipa até ao final da temporada e, se renovar, ficarei feliz. Se não, terei que procurar outra alternativa, mas estou concentrado no dia a dia.”

Questionado se gostaria de seguir o mesmo caminho que o Rui Silva, que passou pelo Granada e agora está no Sporting, Domingos afirmou: “Tenho o sonho de um dia jogar na equipa A do Sporting. Se isso acontecer, será uma alegria, mas não estou preocupado com isso.”

Por fim, ele não descartou a possibilidade de jogar na Arábia Saudita ou em outro país asiático: “Não fecho nenhuma porta. Jogar com o Cristiano Ronaldo seria uma boa ideia, e seria uma forma de nos reencontrarmos.”

Domingos também refletiu sobre os treinadores que o marcaram ao longo da carreira, destacando José Lima e Luís Castro como figuras importantes em sua trajetória.

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