FC Porto garante vitória contra Aves SAD na Liga
O FC Porto conquistou uma vitória difícil, mas esperada, frente ao Aves SAD, que ainda não venceu na Liga nesta temporada. Após a derrota no Estádio do Dragão, o Aves SAD entrou em uma situação crítica, necessitando de cuidados intensivos, apesar de ter mostrado um bom desempenho no primeiro tempo. Embora as equipas tenham saído para o intervalo empatadas, o Aves SAD, mesmo com João Henriques a implementar novas dinâmicas, não conseguiu evitar a derrota, enfrentando um Dragão que já lidou com adversários difíceis no passado.
Com maior ou menor dificuldade, o FC Porto tem conseguido desatar os nós, com a exceção do Benfica, que escapou à regra no Dragão. O golo de Samu, aos 48 minutos, resultado de uma excelente iniciativa individual do jogador espanhol, que superou Aderllan Santos e bateu Bertelli, trouxe a tranquilidade que faltou aos azuis e brancos nos primeiros 45 minutos. Esta vitória garantiu ao FC Porto a 15.ª vitória na competição, mantendo o Sporting a uma distância segura de 5 pontos e o Benfica afastado da zona de qualificação para a Liga dos Campeões, estacionado no 3.º lugar com 10 pontos de desvantagem.
O futebol é feito de escolhas, ajustes e decisões que moldam o rumo de cada partida. Farioli e João Henriques demonstraram isso ao promover alterações nas suas formações, algumas delas forçadas. O técnico italiano fez três mudanças em relação ao jogo contra o Alverca, substituindo Alberto, Alan Varela e Borja Sainz, este último por castigo, por Bednarek, Moura e William Gomes.
Do lado do Aves, João Henriques também ajustou sua estratégia com três alterações. A expulsão de Rúben Semedo no empate contra o Nacional acelerou o regresso de Aderllan Santos à titularidade na defesa, que se juntou a Carlos Ponck, que substituiu Paulo Vítor. Na lateral esquerda, Kiki Afonso foi substituído por Leonardo Rivas.
O Aves SAD não realizou nenhum remate enquadrado na primeira parte, mas isso não foi um problema para a equipa de João Henriques, já que o FC Porto também teve apenas dois remates, ambos defendidos por Simão Bertelli, através de Samu e Froholdt. Dominante, o Dragão enfrentou a formação defensiva 5x4x1 do adversário.
Com laterais sem capacidade para dar largura, o que a equipa de Farioli conseguiu criar foi filtrado por um Aves solidário, que tentou aproximações tímidas à área portista. Em uma dessas jogadas, Diogo Costa calculou mal uma saída de baliza e a bola passou por cima dele, mas Tomané não estava preparado para aproveitar a oferta. Após essa jogada, o n.º 99 se lesionou, continuou em campo, mas foi substituído por Cláudio Ramos no intervalo.
O golo de Samu, na primeira jogada digna desse nome logo no início do segundo tempo, foi o momento decisivo do jogo. O plano do Aves desmoronou, e a promessa de resistência tornou-se uma tarefa ainda mais difícil, especialmente quando o árbitro foi alertado pelo VAR para uma falta de Ponck sobre o recém-entrado Gabri Veiga. Da marca dos 11 metros, Samu não desperdiçou e marcou novamente.
A partir desse ponto, mesmo com o Aves SAD buscando um golo que pudesse reverter a situação, o FC Porto gerenciou os minutos restantes de forma tranquila, sem forçar uma goleada, mas buscando com critério um terceiro golo. Essa gestão inteligente de energia manteve o controle do jogo, dando ao adversário apenas a ilusão de aproximação à área.
A serenidade do momento culminou em uma emocionante homenagem a Pinto da Costa. Aos 88 minutos, como que guiados por um sentimento coletivo, os adeptos uniram-se em um coro afinado, entoando o nome do falecido presidente do FC Porto. Simbolicamente, Pinto da Costa nunca desapareceu da alma e do coração de todos os presentes.