Frederico Varandas Anuncia Recandidatura à Presidência do Sporting
Frederico Varandas anunciou sua recandidatura à presidência do Sporting, em um momento em que o futebol português enfrenta grandes decisões e um clima de constante indignação. O leão vive um ciclo inacabado, o que torna sua recandidatura necessária.
Independentemente das opiniões sobre seu estilo de gestão, as duas administrações de Varandas deixaram marcas estruturais no clube. O Sporting está atualmente competindo em um campeonato e, embora o FC Porto mantenha uma boa vantagem após a vitória sobre o Estrela, os leões estão na luta por um terceiro título consecutivo. Essa é uma oportunidade singular que deve ser o foco de todos os envolvidos com o Sporting. Além disso, há importantes obras financeiras e melhorias no estádio, além de uma estabilidade visível.
O Sporting passou décadas confundindo ambição com desespero e projetos com improvisos. Apesar dos erros, decisões polêmicas e apostas que não se concretizaram, Varandas conseguiu devolver ao clube os títulos no futebol e, mais importante, uma estratégia que parecia perdida.
É inegável que Frederico Varandas deve parte de seu sucesso ao que Rúben Amorim trouxe ao clube. O ex-treinador mudou a cultura em Alvalade, e é justo associá-lo ao sucesso de Varandas, assim como o nome de Jorge Jesus está ligado à gestão de Luís Filipe Vieira no rival Benfica. Sem a contribuição de um ou outro, suas gestões seriam diferentes.
Atualmente, o Sporting se encontra em um período pós-Amorim. Rui Borges conquistou o campeonato com pontos acumulados sob a direção do treinador que foi para o Manchester United. A partir de agora, o mérito do técnico e de Varandas será plenamente deles, caso o Sporting consiga o tri.
Como qualquer presidente de clube, Varandas teve seus momentos de agradar os adeptos, mas sua governança se destacou pela tomada de decisões: a relação com os rivais, que ganhou peso externo, e a gestão interna com as claques.
Olhando para o futuro, o próximo mandato será crucial para consolidar a presença regular do Sporting na Liga dos Campeões, para capitalizar esportivamente uma formação que viu a equipe B subir e liderar a II Liga, para definir a questão dos direitos de transmissão e para preparar uma sucessão que não leve o clube de volta ao ponto de partida.
Varandas deve estar preparado para a possibilidade de enfrentar adversários, como ocorreu em 2022. A ausência de concorrentes seria um sinal negativo para a democracia, pois nunca deve haver apenas um modelo ou estilo para liderar um clube e uma sociedade anônima de futebol.