Isaías Critica Desempenho do Benfica e Defende Maior Oportunidade para Jovens

Isaías Critica Desempenho do Benfica e Defende Maior Oportunidade para Jovens

Isaías, ex-atacante e ícone do futebol do Benfica, que apoiou Cristóvão Carvalho nas últimas eleições, expressou suas críticas ao atual momento da equipe, que enfrenta o FC Porto nesta quarta-feira, nas quartas de final da Taça de Portugal.

“O Benfica está passando por um momento ridículo, que, na minha opinião, não é digno do clube que é. Parece que estão jogando por nada. Não conseguem, de maneira alguma, fazer com que o torcedor saia do estádio satisfeito com boas apresentações”, afirmou em declarações à Antena 1, ressaltando que as águias precisarão se esforçar mais para obter um resultado positivo no Estádio do Dragão.

“É um futebol fraco, medíocre. Portanto, hoje, acredito que será um jogo em que, se o FC Porto cometer erros, o Benfica poderá aproveitar. Como se trata de um clássico, tudo pode acontecer, mas, com o futebol que o Benfica está apresentando, parece que vão tentar jogar para o empate, o que acredito ser bastante difícil”, apontou.

“A equipe precisa jogar os 90 minutos completos e, se necessário, mais. Com a estrutura atual do Benfica, não é aceitável que um clube dessa magnitude jogue apenas 45 minutos. Se continuarem assim, jogando apenas metade do tempo contra o FC Porto, será complicado, pois o Porto fará a diferença. Acredito que tudo está errado em relação a este Benfica atual”, acrescentou.

Isaías também defendeu que os jovens da formação encarnada deveriam ter mais oportunidades e não apenas “cinco ou seis minutos” em campo. “Se é para colocar um jogador, que seja de verdade. Esses jogos são importantes, e o jogador está preparado. Pelé jogou em uma Copa do Mundo aos 17 anos, então, é isso. Se um garoto tem potencial e qualidade, deve ser lançado no meio dos grandes. O jogador da formação precisa atuar e ter oportunidades. A equipe B deve jogar no Estádio da Luz, os sub-19 também devem jogar lá, para que os jovens possam ganhar consistência e maturidade. Não adianta colocar um garoto para jogar apenas cinco ou seis minutos. Não há necessidade de enviar olheiros pela Europa ou América à procura de jogadores, quando temos na formação atletas que podem jogar no time principal”, finalizou.

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