Luuk de Jong Reflete sobre Sua Chegada ao FC Porto em Entrevista

Luuk de Jong Reflete sobre Sua Chegada ao FC Porto em Entrevista

A apresentação de Luuk de Jong no Estádio do Dragão como novo reforço do FC Porto, no último fim de semana, surpreendeu o mundo do futebol. Menos de uma semana após sua chegada, o experiente atacante de 34 anos concedeu uma extensa entrevista ao jornal neerlandês AD, publicada neste sábado, onde abordou diversos temas, incluindo sua mudança para Portugal, a trágica morte de Jorge Costa logo após sua chegada à Invicta, a conversa com Francesco Farioli e o potencial de Samu.

“Naquele momento, o estádio estava repleto de alegria, mas três dias depois, no mesmo local, estávamos diante do caixão em que ele [Jorge Costa] repousava. Fomos lá na quarta-feira para prestar nossa última homenagem e também estivemos no funeral na quinta-feira, como equipe. Foi muito intenso e triste. Ele era um ícone do clube, tinha apenas 53 anos e passou mal durante o seu trabalho no nosso Centro de Treinos. Era para começarmos a competição hoje [sábado] em casa contra o Vitória de Guimarães, mas o jogo foi adiado para segunda-feira à noite”, comentou De Jong.

“Se eu tivesse que resumir em uma frase, diria que é mais uma grande aventura. Espero que seja um retorno à vida que tanto apreciei quando joguei no Barcelona e no Sevilha. Fui para o Sevilha aos 29 anos, e na temporada anterior pensei que meu futuro passaria pelo Bordéus, que ainda estava na primeira divisão francesa. Tudo estava decidido, mas no último minuto eles desistiram. O fato de mais tarde ter ido para o Sevilha foi um verdadeiro bilhete de loteria. Apaixonei-me pela cidade, pelo ambiente, pelo clima e pelo ritmo de vida da cultura do sul da Europa. Ganhamos a UEFA Europa League e, com a experiência que já tinha, não esperava que fosse tão bonito. Aos jogadores que estão interessados no Sevilla ou no Bétis, eu digo: têm que ir, não hesitem, façam isso imediatamente! As pessoas me dizem que o Porto também é uma cidade linda. Estou muito curioso”, acrescentou.

“Não me senti inseguro ao rescindir meu contrato com o PSV. Estava convencido de que algo bom aconteceria. Informei o PSV com bastante antecedência sobre minha decisão. Queria experimentar ser transferido como jogador livre durante o verão, pela primeira vez na minha carreira. O mercado começou bastante tarde neste verão, devido ao Mundial de Clubes. Também tinha requisitos e uma regra clara para mim: toda a história bonita que tenho no PSV só troco se surgir uma boa combinação entre futebol e vida familiar em outro lugar. Por exemplo, não quis ir para os Estados Unidos. Havia clubes da MLS interessados, mas recusei. Alguns anos atrás, pensei em jogar no México, parecia uma grande aventura, mas naquela época ainda não tinha filhos. Agora, com dois meninos de 3 e 4 anos, não quero estar do outro lado do mundo com minha família e o resto da família aqui. Oito, nove horas de viagem para nos vermos é demais. Não vejo isso como uma boa combinação”, explicou De Jong.

“Farioli não fez essa comparação nas primeiras conversas. Como tipo de atacante, temos semelhanças, claro. Ele me ligou na última semana de julho para sondar meu interesse em nome do FC Porto. Fiquei surpreendido. Ele disse: 'Assim como no Ajax, tenho aqui uma equipe jovem, quase não há jogadores na casa dos trinta. Assim como no Ajax, preciso de líderes'. Além de mim, eles contrataram Jan Bednarek, que tem experiência na defesa. Ele tem 29 anos, jogou em competições internacionais pela Polônia e foi capitão do Southampton na Premier League”, revelou.

“Farioli vê uma equipe como uma família. Acredita que, como treinador, deve tentar criar um ambiente fora do futebol. Às vezes, organizando passeios com o grupo ou coisas do gênero. Isso me agrada. Ele também disse: 'Na temporada passada, você me fez chorar ao se sagrar campeão com o PSV, espero que possamos ser felizes juntos nesta temporada'”, comentou.

“Ele marcou 19 gols na liga e seis na UEFA Europa League na última temporada. É um atacante com muito potencial. Há também outros dois jovens atacantes que estão batendo à porta”, acrescentou De Jong.

“Sim, sabemos como Farioli trabalha. Todos viram isso no ano passado no Ajax: como atacante, você joga bastante tempo com ele, mas não joga sempre. E, nesta fase da minha carreira, isso não é ruim. Em vez de acelerar sempre durante 90 minutos, também é possível acelerar durante 60 minutos ou acelerar a fundo durante 30 minutos quando se entra como suplente”, disse.

“Vou voltar a jogar com as cores com que tudo começou, no De Vijverberg. Quero continuar no topo por mais algum tempo. Estou em forma, com vontade, ainda vivo para a pressão e as expectativas. A última vez que o FC Porto foi campeão foi em 2022. Com o Sporting e o Benfica, há dois adversários difíceis”, concluiu De Jong.

“Isso seria uma boa entrada. Os primeiros testes físicos desta semana foram bons. Treinei muito, até mesmo sozinho. É claro que sinto falta do ritmo dos jogos. Também resta saber com que rapidez os jogadores vão se adaptar a mim aqui com cruzamentos, mas acho que em breve sim”, finalizou.

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