Maduro e Cilia Flores Detidos em Nova Iorque Após Operação Militar na Venezuela
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, chegaram a Nova Iorque após uma operação militar que os deteve em Caracas. O avião, vindo de Guantánamo, onde Maduro foi levado após ser retirado da Venezuela a bordo do navio USS Iwo Jima, aterrissou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart por volta das 22 horas.
Após a chegada, Maduro foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC), uma prisão federal em Brooklyn. Ele foi escoltado por vários agentes e estava algemado, mas parecia calmo, cumprimentando a todos em inglês com um "boa noite e feliz ano novo".
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou nas redes sociais que Maduro e sua esposa enfrentarão julgamento no Tribunal Distrital do Sul de Nova Iorque, enfrentando acusações de narcoterrorismo e corrupção, entre outras. Bondi destacou que Maduro é acusado de conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e engenhos destrutivos, além de conspiração para possuir esses armamentos contra os Estados Unidos.
O ex-presidente Donald Trump comentou que os EUA supervisionarão a administração da Venezuela até que uma transição formal de poder possa ocorrer, não descartando a possibilidade de um envolvimento militar prolongado no país. "Vamos ser nós a administrá-lo", afirmou a partir de seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, onde acompanhou a operação militar.
De acordo com o jornal New York Times, pelo menos 40 pessoas teriam morrido durante o ataque dos Estados Unidos na Venezuela, incluindo civis e soldados. A informação foi fornecida por um funcionário venezuelano. A captura de Maduro foi precedida por bombardeios em larga escala em vários pontos de Caracas, com o objetivo de neutralizar as defesas aéreas do país antes da movimentação das forças terrestres. Até o momento, os Estados Unidos não confirmaram o número de vítimas.