Newcastle Domina o Benfica em Jogo de Liga dos Campeões
Newcastle Domina o Benfica em Jogo de Liga dos Campeões
NEWCASTLE - As chamas emanadas de fogos de artifício atrás dos painéis publicitários, enquanto as arquibancadas fervilhavam com a expectativa do apito inicial, prenunciavam um jogo emocionante. Não demorou para que as tensões se manifestassem em intensos duelos em campo, com jogadas rápidas e dribles habilidosos, dignos de artistas.
A primeira metade da partida foi repleta de tudo que há de melhor no futebol de alto nível, típico da Liga dos Campeões. O Newcastle e o Benfica criaram várias oportunidades de gol, incluindo um tiro ao poste por Lukebakio e o gol do Newcastle.
Mourinho adaptou a equipe para enfrentar o Newcastle, com a entrada de Tomás Araújo na lateral esquerda, enfrentando a difícil tarefa de marcar Murphy, enquanto Aursnes jogava à frente dele. No meio-campo, Ríos acompanhava de perto Ramsey, enquanto Barrenechea fazia o mesmo com Bruno Guimarães. Sudakov e Pavlidis tentavam pressionar a saída de bola, ao mesmo tempo em que bloqueavam os passes para Miley, o primeiro homem na construção de jogadas.
O Benfica levou cerca de 10 minutos para se estabilizar, durante os quais o Newcastle teve duas boas chances. A equipe portuguesa começou a controlar mais o jogo, mas faltava efetividade no ataque. A melhor estratégia que encontraram foi explorar os espaços nas costas de Burn, o robusto lateral-esquerdo do Newcastle, através de Lukebakio. Tentou replicar a jogada pela esquerda, mas Aursnes não se comparava a Lukebakio e Burn não era Trippier.
Apesar disso, o Benfica teve três boas oportunidades, todas criadas pelo extremo belga. Primeiro, ele superou Burn, mas perdeu o duelo com Pope (15’); depois, acertou o poste direito (21’); finalmente, após um bom lance coletivo, teve mais uma intervenção de Pope (43’), já após o gol do Newcastle.
O Benfica enfrentou mais dificuldades ao sair com a bola controlada, e foi assim que os ingleses marcaram. Aursnes, pressionado, tentou um passe arriscado e, em um rápido contra-ataque, o Newcastle aproveitou os espaços deixados pela defesa portuguesa, resultando no gol de Gordon (32’). A fragilidade do Benfica em reagir à perda de bola, especialmente diante da velocidade do adversário, tornou-se um desafio constante, resultando em frequentes desvantagens nos corredores, o que limitou a participação dos laterais no ataque.
A segunda parte começou com a mesma intensidade. O Newcastle atacou com fervor, como Mourinho descreveu, e esteve perto de liquidar a partida com tentativas de Miley (52’) e Murphy (54’), com um dos chutes sendo desviado por Trubin para escanteio. O Benfica lutava para se manter no jogo, parecendo uma presa vulnerável sob a pressão do predador.
Mourinho fez sua primeira alteração aos 63 minutos, substituindo Dedic, que se lesionou, por Ivanovic, que assumiu a posição de Aursnes. Contudo, a dinâmica do jogo não mudou. O Newcastle dominava, e o Benfica capitulou em um lance impressionante — após um escanteio, Pope lançou a bola para o meio-campo, onde António Silva falhou o corte, permitindo que Barnes avançasse livre para marcar o segundo gol (70’).
Após isso, o Benfica se desintegrou, enquanto o Newcastle continuava a crescer em força e confiança. A única dúvida que restava era qual seria a vantagem final do Newcastle. Barnes voltou a marcar (83’), estabelecendo o placar em 3-0. Poderia ter sido ainda pior.