O Papel Crucial do Treinador na Construção de Equipes de Futebol

O Papel Crucial do Treinador na Construção de Equipes de Futebol

O sucesso na formação de uma equipe de futebol depende da filosofia que orienta o projeto. Para que tudo funcione de maneira eficaz, é essencial que o proprietário ou o presidente eleito faça uma escolha criteriosa do treinador. Uma vez cumprido esse requisito, cabe ao técnico definir o elenco, levando em consideração as condições financeiras do clube, em um modelo que se assemelha às funções de um 'manager'.

Por estarmos diante de uma abordagem que confere ao treinador uma ampla liberdade de ação, sua escolha deve ser considerada o momento mais crucial do processo. Existem muitos exemplos de treinadores que, ao receberem essa liberdade, contrataram jogadores com interesses pessoais que nada tinham a ver com os objetivos do clube, comprometendo o sucesso e obrigando a um recomeço do zero. Além disso, é imprudente que o proprietário ou presidente contrate um técnico que não esteja alinhado com a filosofia de jogo desejada para o clube.

Uma vez atendidos os requisitos — ter um treinador capaz de implementar o estilo de futebol desejado, que não esteja sujeito a comissões ocultas nas contratações de jogadores, e que receba tempo para mostrar resultados — estarão criadas as condições para acreditar na construção de uma equipe vencedora.

Respeito opiniões contrárias, pois não detém a verdade absoluta, mas ter um proprietário ou presidente que, com o apoio de uma direção técnica, escolhe os jogadores e um treinador sem poder de decisão parece-me uma abordagem sem lógica.

O que ocorre nos grandes clubes internacionais? O treinador solicita a contratação de um jogador que se encaixa em seu modelo ou fornece ao departamento de scouting as características do reforço desejado, recebendo uma lista com várias opções. Contudo, o resultado final é sempre o mesmo: o técnico recrutará alguém que se alinha à sua visão para a equipe.

Estabelecido que a contratação do treinador é o momento mais importante para o sucesso, é necessário afirmar que, sem o contexto mencionado anteriormente, o ciclo virtuoso almejado não será alcançado.

Um exemplo é o Benfica, que, apesar de ter treinadores altamente qualificados à frente da equipe, ainda assim, a conquista de títulos deixa a desejar para os torcedores encarnados.

Recentemente, um estudo baseado em Inteligência Artificial, que focou nos resultados finais ao invés de estatísticas intermediárias, elaborou uma lista dos 100 melhores treinadores da história do futebol. Nessa lista, constam nove técnicos que passaram pelo Benfica: José Mourinho (12.º), Jupp Heynckes (16.º), Giovanni Trapattoni (17.º), Bella Guttmann (25.º), Tomislav Ivic (35.º), Sven-Goran Eriksson (69.º), Jorge Jesus (86.º), Artur Jorge (87.º) e Fernando Santos (88.º). Além disso, poderia haver uma dezena de outros treinadores renomados que também estiveram no banco da Luz. No entanto, raramente houve a sintonia desejada, resultando em uma dispersão de recursos que impediu sucessos contínuos.

Como será a situação em 2026/27? Com Mourinho como treinador/manager? Ou optando por uma abordagem mais arriscada? Rui Costa terá as respostas.

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