Raphinha e CBF criticam condições do jogo entre Bolívia e Brasil
Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não foi o único a expressar descontentamento em relação à organização e à arbitragem do jogo entre Bolívia e Brasil, realizado na madrugada desta quarta-feira em El Alto, uma cidade localizada a mais de 4.000 metros acima do nível do mar.
Raphinha, estrela do Barcelona e integrante da seleção brasileira, também não poupou críticas após a derrota da equipe canarinha por 1 a 0 na última rodada da fase de qualificação para a Copa do Mundo de 2026. "A partir do momento em que uma equipe te obriga a jogar a 4.000 metros de altitude para vencer, isso prejudica bastante as outras seleções. Além disso, em um jogo equilibrado, que era o que estávamos tendo, o árbitro inventou um pênalti. Isso complicou ainda mais nossa missão em campo", declarou o atacante após o apito final.
No entanto, segundo o diário Sport, a seleção boliviana e a atuação do árbitro não foram os únicos alvos da insatisfação de Raphinha. O técnico Carlo Ancelotti também foi criticado pelo jogador, embora em um contexto interno. De acordo com o jornal catalão, Raphinha não ficou satisfeito por ter sido escalado em um jogo considerado uma "mera formalidade", uma vez que o Brasil já havia garantido a classificação para o Mundial do próximo ano. O jogador, que foi titular na partida contra o Chile cinco dias antes, preferia não ter participado do jogo na Bolívia — entrou em campo aos 61 minutos — em condições adversas, com temperaturas em torno de seis graus, especialmente em um momento em que o calendário do futebol clube se torna mais apertado.