Reabertura do Julgamento de César Boaventura
César Boaventura anunciou que o Tribunal da Relação decidiu reabrir o julgamento em que foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa. Em suas redes sociais, ele afirmou: "A Justiça deu o primeiro grito ao futebol português e ordenou a reabertura do julgamento. Em 1.ª instância, calaram-me, calaram as minhas testemunhas, negaram-me o direito à defesa e tentaram enterrar-me vivo em crimes que nunca cometi. A Relação corrigiu essa injustiça, ordenou que as testemunhas sejam ouvidas e que a minha prova seja valorada."
Boaventura, empresário de futebol, foi condenado no âmbito da Operação Malapata, um caso que envolve transferências de jogadores e movimentações financeiras que, segundo o Ministério Público, totalizavam milhares de euros. Ele enfrentava acusações de dez crimes, incluindo cinco de burla qualificada, três de falsificação de documentos, um de fraude fiscal qualificada e um de branqueamento de capitais. O Tribunal Judicial do Porto decidiu que não foram comprovados os crimes de burla agravada e branqueamento de capitais, citando "falta de provas".
Em dezembro de 2021, a Polícia Judiciária realizou 28 buscas domiciliárias e não domiciliárias em várias localidades, incluindo Barcelos, Braga, Esposende, Trofa, Vila Nova de Famalicão, Funchal, Benavente e Lisboa. A acusação do MP foi formalizada em dezembro de 2022, levando Boaventura a solicitar a abertura de instrução, uma fase que visa determinar se o processo deve prosseguir para julgamento. O Tribunal de Instrução Criminal do Porto decidiu posteriormente levar César Boaventura a julgamento, mantendo-o sob a medida de coação de prisão domiciliária.
Em fevereiro de 2024, Boaventura foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, com a execução suspensa, por três crimes de corrupção ativa no futebol. O Tribunal de Matosinhos confirmou que ele aliciou ex-jogadores do Rio Ave, Cássio, Marcelo e Lionn, para facilitarem um jogo contra o Benfica na época 2015/2016, em troca de benefícios financeiros e contratuais. No entanto, ele foi ilibado da acusação de tentativa de corrupção relacionada ao antigo guarda-redes do Marítimo, Romain Salin.