Rui Borges Foca na Defesa para Melhorar Desempenho do Sporting

Rui Borges Foca na Defesa para Melhorar Desempenho do Sporting

Rui Borges está determinado a fortalecer a defesa do Sporting, considerando essa a sua principal prioridade. O treinador acredita que essa fragilidade defensiva é uma das razões para o desempenho inconsistente da equipe no início da temporada 2025/2026. O problema já foi identificado e discutido no balneário, e a ordem é clara: é preciso melhorar e consolidar os processos dentro do novo sistema implementado nesta temporada.

Embora a recente vitória suada contra o Paços de Ferreira, por 3-2, na Taça de Portugal, tenha sido um momento de celebração, a fragilidade defensiva da equipe foi evidente. O jogo foi marcado por uma avalanche ofensiva incomum, com 39 remates, dos quais 10 foram enquadrados, além de 25 cantos, evidenciando a necessidade de ajustes na defesa.

Esta é a primeira vez que Rui Borges inicia uma temporada em Alvalade, trazendo novas ideias após as conquistas da temporada anterior. Ele assumiu a equipe em um momento complicado, sucedendo Rúben Amorim e a breve passagem de João Pereira. As comparações com o atual treinador do Manchester United foram inevitáveis, e a análise dos números revela que a defesa é onde se observam as maiores discrepâncias no início dos treinadores nas últimas duas temporadas.

Curiosamente, o início da temporada foi semelhante, com a Supertaça (Amorim contra o FC Porto e Borges também contra o FC Porto), duas jornadas da Champions e uma eliminatória da Taça de Portugal. Esta fase coincidiu com o melhor começo de Amorim nos leões, que conquistou 10 vitórias na Liga, um empate na Champions (contra o PSV) e uma derrota na Supertaça. Em contraste, Rui Borges já contabiliza três derrotas (para o Benfica na Supertaça, FC Porto na Liga e Nápoles na Champions), além de um recente empate com o SC Braga na Liga. Esses deslizes são atribuídos à falta de acerto defensivo neste início de temporada.

Nos 12 jogos sob seu comando, Rúben Amorim conseguiu manter a baliza invicta em sete ocasiões, enquanto Rui Borges conseguiu apenas quatro clean sheets. A equipe sofreu 11 golos até agora, em comparação com os sete sofridos na mesma fase da temporada anterior. Esta inconstância pode ser atribuída à mudança radical no sistema defensivo, que passou a contar com uma linha de quatro jogadores. Rui Borges ainda está em busca da fórmula ideal, utilizando seis formações diferentes em metade dos jogos da temporada. Esta situação contrasta com a solidez do trio defensivo que iniciou a última temporada sob o comando de Amorim, que raramente se afastou de Eduardo Quaresma, Diomande e Gonçalo Inácio.

Por outro lado, o rendimento ofensivo da equipe também apresenta nuances. O Sporting, com Gyokeres, foi mais eficiente, marcando 35 golos nos primeiros 12 jogos, dos quais 12 foram do sueco. Coletivamente, a equipe continua a produzir muito, embora o Sporting sem Gyokeres tenha marcado menos (28 golos). No entanto, ambos os modelos têm o mesmo número de remates enquadrados: 70. Curiosamente, no modelo de Amorim, houve mais remates no total (241 contra os atuais 230). As principais diferenças, portanto, residem na eficiência defensiva.

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