SC Braga Avança para a Final da Taça da Liga com Vitória sobre o Benfica

SC Braga Avança para a Final da Taça da Liga com Vitória sobre o Benfica

O jogo entre SC Braga e Benfica, realizado em Leiria, apresentou-se como uma réplica quase perfeita do confronto anterior em Braga, que ocorreu há apenas dez dias. O SC Braga começou a partida na frente e ampliou a vantagem, chegando ao intervalo com dois gols de diferença, ao contrário do que aconteceu na Pedreira. No entanto, a semelhança entre os dois jogos não se limitou a esse detalhe; o Benfica teve uma primeira parte aquém das expectativas, sem argumentos para desafiar o adversário e sem capacidade para controlar a bola e criar oportunidades de gol, algo que se espera de uma equipe de sua estatura.

Para que essa cópia fosse o mais fiel possível, era necessário que o Benfica melhorasse na segunda parte e pressionasse o SC Braga. Isso ocorreu, mas de forma gradual e, sejamos justos, sem a mesma intensidade e eficácia demonstradas na partida anterior. Embora isso represente uma falha do Benfica, é inegável que o SC Braga teve um desempenho excepcional.

O SC Braga chegou à final com total merecimento, dominando o Benfica em 70% do tempo de jogo e sendo dominado apenas em 30%. Enfrentando um adversário treinado por um dos melhores técnicos do mundo e que conta com um elenco avaliado em 100 milhões de euros, os bracarenses, teoricamente, teriam uma tarefa monumental. Contudo, transformaram essa missão desafiadora em uma vitória histórica e justa.

O primeiro tempo foi, como já mencionado, uma brilhante cópia do jogo anterior na Pedreira. O SC Braga sufocou o Benfica na defesa, criando jogadas perigosas, embora não tenha conseguido muitas finalizações. A equipe bracarense dominou a etapa inicial, exceto pelo minuto 5, quando Pavlidis e Sudakov quase marcaram. Após esse breve suspiro, os guerreiros assumiram o controle da partida, construindo lances ofensivos constantes, com destaque para Zalazar e Pau Víctor. O uruguaio, aos 19 minutos, driblou Otamendi e, após uma abordagem descuidada de Tomás Araújo, Pau Víctor abriu o placar: 0-1.

O Benfica, por sua vez, era uma sombra de si mesmo, não o melhor Benfica da temporada, mas sim uma versão muito aquém do que se espera. Essa performance se deve tanto a falhas internas quanto ao desempenho superior do SC Braga, que se mostrou mais esclarecido, perigoso, talentoso e criativo.

Ao intervalo, o SC Braga liderava por dois gols, superando até mesmo o resultado do jogo de 28 de dezembro, quando venceu o Benfica por 2-1. Fazia mais de um ano que o Benfica não chegava ao intervalo com uma desvantagem de dois gols, e a última vez que o SC Braga conseguiu isso foi em 4 de janeiro de 2025, no Estádio da Luz.

Como se comportaria o Benfica na segunda parte? Nos últimos jogos sob o comando de José Mourinho, a equipe cresceu após o intervalo. A expectativa era que isso se repetisse, mas o SC Braga, bem treinado por Carlos Vicens, tinha outros planos.

De fato, Mourinho fez alterações, substituindo Manu Silva por Prestianni e posicionando Aursnes ao lado de Ríos. O Benfica começou a melhorar, embora Pau Víctor tenha exigido uma defesa difícil de Trubin logo aos 52 minutos. Os encarnados aumentaram a agressividade e a pressão sobre a defesa bracarense.

Percebendo o perigo, Carlos Vicens fez substituições aos 58 minutos, trocando Vítor Carvalho, Dorceles e Pau Víctor por Paulo Oliveira, Víctor Gómez e Fran Navarro. No entanto, quatro minutos depois, Paulo Oliveira cometeu uma falta na área sobre Pavlidis, e o árbitro João Pinheiro assinalou pênalti. O grego converteu, marcando o gol que aumentou a vantagem para 2-0.

Mourinho, buscando agitar o jogo, retirou Sudakov e colocou Sidney Cabral em campo. O jogo começou a ficar mais aberto, e Fran Navarro perdeu uma grande chance de marcar o terceiro gol. Com o Benfica dominando a posse, mas sem criar oportunidades claras, Mourinho fez outra alteração, colocando Ivanovic em campo e recuando Barreiro.

Contudo, um momento crucial aconteceu. Em um lance de bola parada pela direita, a defesa encarnada falhou, Trubin defendeu e Lagerbielke, em um desvio, marcou o gol que selou a vitória em 3-1. Esta foi a consagração de duas exibições muito boas dos guerreiros de Carlos Vicens, que agora avançam para a final da Taça da Liga. É bom ver que António Salvador teve paciência para colher os frutos do trabalho do treinador espanhol.

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