Surpresas no Futebol Europeu: Os Underdogs em Destaque

Surpresas no Futebol Europeu: Os Underdogs em Destaque

Os underdogs ainda não dominam o futebol europeu, mas vários clubes estão se destacando nesta temporada. Um dos mais comentados é o Mjallby, que poderia ter conquistado seu primeiro título de campeão sueco no último fim de semana, não fosse a vitória do Hammarby por 2 a 1 contra o IFK Gotemburgo, com o gol decisivo de Max Fenger aos 82 minutos. Este clube é também o que está mais próximo de uma definição em sua liga. Embora a maioria das ligas ainda esteja em seu início, algumas já apresentam líderes surpreendentes.

De acordo com o ranking da UEFA, entre os 11 primeiros classificados, temos os campeões em título como Nápoles, Bayern, PSG, Union St. Gilloise e Galatasaray, que lideram as tabelas de Itália, Alemanha, França, Bélgica e Turquia, respectivamente. Nos demais campeonatos, a liderança é ocupada por clubes históricos. O Arsenal, primeiro classificado na Inglaterra, não conquista um título desde a Premier League de 2003/04, quando se tornou conhecido como os Invencíveis sob a direção de Arsène Wenger. O Real Madrid foi campeão da La Liga na temporada 2023/24, assim como o Sparta Praga na República Checa. A temporada 2022/23 viu o Feyenoord ser campeão nos Países Baixos e o AEK na Grécia, enquanto o FC Porto alcançou o topo em Portugal em 2021/22.

A situação muda em outras ligas. Na Noruega, o Viking, de Stavanger, não conquista um campeonato desde 1991, enquanto na Polônia, o Gornik Zabrze, que foi o grande dominador do futebol polonês, não vence desde a temporada 1987/88, tendo sido ultrapassado pelo Legia Varsóvia, que possui 15 títulos. A região da Silésia promete muito trabalho e competição renovada.

Na Dinamarca, o AGF, abreviatura de Aarhus Gymnastikforening, lidera e busca seu sexto troféu, um feito que não ocorre desde 1986. Se conseguir manter a liderança, o clube mais antigo do país e da segunda cidade mais importante do reino finalmente sairá da sombra de Copenhague.

Na Áustria, o Rapid Viena perdeu a liderança para o Sturm no último fim de semana, retornando à normalidade, enquanto na Suíça, o FC Thun, que nunca foi campeão, surpreende ao liderar contra históricos como Young Boys e Basileia. Em Chipre, o Pafos, um clube recente que já participou da UEFA Champions League, está novamente dominando.

Na Escócia, uma grande surpresa está em andamento. Em uma liga que historicamente tem sido dominada por Celtic e Rangers, o Heart of Midlothian, que não conquista um título desde 1959/60, começou a temporada com força. Com os dois gigantes enfrentando dificuldades, pode estar se formando uma das surpresas da temporada, o que seria uma grande celebração no Tynecastle Park, um dos estádios mais antigos do mundo.

Voltando ao Mjallby e à Suécia, em Israel, o Hapoel Be'er Sheva lidera, tendo vencido em 2017/18. Na Romênia, o Botosani, que nunca foi campeão, luta ao lado do Rapid Bucareste, que busca seu quarto título, o primeiro desde 2002/03. Na Hungria, o Paksi, que tem como melhor resultado dois segundos lugares, tenta transformar seu desempenho atual em uma temporada memorável.

Na Sérvia, a Estrela Vermelha continua a ser um nome forte, assim como o Dínamo Zagreb na Croácia. O Turan Toruz busca repetir o sucesso de 1993/94 no Azerbaijão. Na Eslováquia, o Dunajska Streda, que nunca foi campeão, compete com o Zilina, que já venceu sete vezes. O Celje, que investe na formação, espera consolidar seu crescimento recente. Na Ucrânia, o Shakhtar continua a brilhar, apesar da guerra persistente.

Na Bulgária, o Levski busca recuperar seu status de segunda melhor equipe, após 14 anos de domínio do Ludogorets. Os Blues não conquistam um título desde 2008/09.

Em outras ligas, as surpresas são menos frequentes, mas clubes como Shamrock Rovers (Irlanda), Vikingur (Islândia), Milsami Orhei (Moldávia) e outros continuam a lutar por seus objetivos.

O Mjallby pode ser o primeiro a elevar uma pequena localidade pesqueira ao trono do futebol sueco, mas não está sozinho nesta jornada. De Aarhus a Zabrze, de Edimburgo a Pafos, a Europa ouve novamente vozes que estavam silenciadas há décadas. São underdogs e clubes históricos buscando renascer e mostrar que, no futebol, a geografia do poder pode mudar. Às vezes, basta um vento do mar do Norte para inverter o mapa.

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