A Tensão Internacional e a Intervenção na Venezuela
Ainda é possível encontrar confetes nas ruas e restos de fogos de artifício, que qualquer pessoa pode comprar perto dos caixotes do lixo. As rolhas de garrafas de espumante estão espalhadas, lembrando a noite em que fizemos desejos e trocamos sorrisos ao chegar à meia-noite do dia 1, quando a única coisa que queríamos era beber água com gás em vez de comer passas.
Esse clima festivo já faz parte do passado, especialmente após os Estados Unidos realizarem bombardeios na Venezuela, resultando na destituição do presidente e de sua esposa. Como alguém comentou: "O prêmio da paz da FIFA bombardeia a Venezuela, enquanto o Prêmio Nobel da Paz celebra." É um tempo verdadeiramente estranho.
Essas referências estão claramente ligadas a Donald Trump, que, 'roubado' do Nobel pela venezuelana Maria Corina Machado, recebeu um prêmio da paz das mãos do presidente da FIFA há exatamente um mês. Agora, surge a questão: será que a intervenção americana é uma invasão? Se for, isso pode colocar em risco a organização do Mundial de 2026, além de que os EUA também sediarão os próximos Jogos Olímpicos em Los Angeles em 2028, ambos durante o mandato de Trump.
É verdade que Maduro não goza de simpatia, dado o contexto de repressão no país, a existência de presos políticos e a Nobel vivendo no exílio. No entanto, a Carta das Nações Unidas proíbe ações armadas contra outros Estados, exceto em legítima defesa ou com autorização expressa do Conselho de Segurança da ONU. Fora dessas condições, a ação é considerada um crime de agressão. Como os EUA ignoram a ONU, já alegam que a operação é uma forma de defesa, reforçando as acusações contra Maduro: conspiração de narcoterrorismo, tentativa de importação de cocaína, posse de armamento e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir tais armamentos contra os Estados Unidos.
A diplomacia contemporânea assemelha-se a um pedaço de 'slime', difícil de segurar e moldável em várias direções, tornando improvável que a FIFA ou o Comitê Olímpico Internacional estejam se preocupando com essa questão. Vale lembrar que os Estatutos da FIFA destacam o respeito pelos Direitos Humanos; de maneira similar, a Carta Olímpica promove o esporte como um meio para o desenvolvimento humano, a promoção da paz e o respeito pelos direitos fundamentais. Além disso, a Rússia já está afastada há muito tempo das competições de clubes e seleções.
Portanto, nos veremos nos EUA em julho.