Desafios e Expectativas para Franjo Ivanovic no Benfica
O Benfica, durante o verão, buscou um jogador para a posição de "nove e meio", alguém capaz de conectar o jogo e transformar passes em gols. Inicialmente, o clube focou em Thiago Almada, seguido por João Félix. No entanto, devido a questões financeiras e outras circunstâncias, ambos os jogadores não se juntaram ao time. O clube acabou contratando Franjo Ivanovic, um atacante com características bem distintas, mais alinhadas ao perfil de Pavlidis do que aos dois criativos anteriormente mencionados.
Considerando que Ivanovic foi uma contratação cara, com um custo de 22,8 milhões de euros junto ao Union Saint Gilloise, o treinador Bruno Lage tentou integrá-lo ao lado do titular grego. Contudo, ao enfrentar o desafio do play-off de acesso à Champions contra o Fenerbahçe, sob o comando de José Mourinho, Lage optou por não seguir com uma solução que parecia insustentável a médio prazo, uma vez que as características de Ivanovic e Pavlidis não se complementam.
Com o passar do tempo, ficou claro que o atacante croata serviria como uma alternativa a Pavlidis, e não como um complemento. Um luxo que nem as equipes dos principais campeonatos da Europa podem se dar: ter um suplente que custou quase 23 milhões de euros.
A troca de treinadores complicou ainda mais a situação de Ivanovic. Mourinho chegou a testá-lo na ala esquerda, uma decisão que parecia mais forçada do que inspiradora, e logo abandonou essa ideia. Isso deixou Ivanovic com cada vez menos espaço em uma equipe que, paradoxalmente, enfrenta dificuldades em termos de artilheiros, com uma evidente dependência de Pavlidis.
Assim, o atacante balcânico se vê diante de um desafio quase impossível: para garantir um lugar entre os titulares, ele teria que superar o único jogador que é uma garantia de finalização. Partidas como as da Taça de Portugal contra o Atlético são cruciais para quem está em uma posição secundária, mas mesmo que o número 9 consiga marcar um hat trick, a questão estrutural permanece inalterada. Os extremos e meias ainda têm uma relação distante com as balizas adversárias; Lukebakio não é Di María, e Sudakov, apesar de seu futebol mais refinado na construção, ainda não substituiu os 16 gols de Akturkoglu na temporada 2024/25.
O mês de janeiro se aproxima, trazendo novas expectativas.