Édouard Mendy Defende Penálti e Garante Vitória do Senegal na CAN

Édouard Mendy Defende Penálti e Garante Vitória do Senegal na CAN

Édouard Mendy, guarda-redes da seleção do Senegal, rejeitou a ideia de que Brahim Díaz tenha falhado deliberadamente o penálti que poderia ter garantido a vitória a Marrocos na final da Taça das Nações Africanas (CAN). A cobrança 'à Panenka', se convertida, teria evitado o prolongamento, onde o Senegal acabou triunfando após uma sequência intensa de eventos.

O final do tempo regulamentar foi de tirar o fôlego. Aos 90+3 minutos, o Senegal acreditou ter conquistado a vitória com um golo de Abdoulaye Seck, mas este foi anulado por falta do jogador sobre Hakimi. O clímax dramático ocorreu poucos minutos depois, quando o árbitro, após consultar o VAR, assinalou um penálti a favor de Marrocos.

Essa decisão gerou a revolta dos senegaleses, que deixaram temporariamente o campo. Contudo, após o retorno, Brahim Díaz, aos 90+24 minutos, assumiu a responsabilidade de converter o penálti que daria o título à sua equipe. No entanto, Édouard Mendy defendeu a cobrança, levando a final para o prolongamento e mantendo o Senegal na disputa.

Em declarações à beIN Sports após a conquista do título, Mendy afastou qualquer sugestão de um acordo prévio. "Não, claro que não. É preciso ser sério. Acha mesmo que, a um minuto do fim e com um país que espera por um título há 50 anos, iríamos fazer um acordo? Ele queria marcar e eu tive o mérito de defender, foi só isso", afirmou o guarda-redes.

"Ele tentou marcar, eu tentei me manter de pé o máximo de tempo possível e a sorte sorriu para nós. Mantivemos a equipe no jogo. Estou contente por ter ajudado a equipe nesse momento crucial", disse Mendy, acrescentando que conversou com o colega de equipe Sadio Mané antes do penálti. "Antes de cada penálti, sempre falo com o Sadio. Não posso revelar o que dissemos, mas queríamos muito levar o troféu para casa. Milhões de senegaleses estão felizes", concluiu.

Sobre a tensão nos momentos finais da partida, Mendy reconheceu o ambiente hostil: "Não vamos falar a quente, mas aconteceram coisas. Sabíamos que estávamos em território hostil em Marrocos. Eles esperam por este troféu há cinquenta anos e tudo estava a favor deles. Nós apenas tínhamos as nossas armas, e respondemos da melhor maneira possível."

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