Oskar Pietuszewski aguarda autorização da FIFA para estrear pelo FC Porto
Oskar Pietuszewski já faz parte do plantel do FC Porto, mas não pode treinar com a equipe e sua estreia no amistoso contra o Farense, agendado para amanhã, que encerra o estágio dos azuis e brancos no Algarve, está comprometida. A razão para isso é a necessidade de autorização da FIFA para a sua transferência, devido à sua condição de menor. Até que essa autorização seja concedida, Oskar não poderá treinar ou jogar pelos dragões.
A BOLA esclarece a situação e os passos do processo, que é mais complexo do que parece. O registro de jogadores menores no sistema da FIFA e da Federação Portuguesa de Futebol é rigorosamente regulamentado, exigindo documentação detalhada adaptada a cada caso. As normas visam garantir proteção, transparência e conformidade legal, especialmente em situações que envolvem mudanças internacionais de menores e refugiados.
O cumprimento estrito dessas normas é essencial para assegurar a legalidade nas inscrições, transferências e participações em competições oficiais. Desde 2009, a inscrição, transferência internacional ou primeira inscrição de menores com nacionalidade diferente da portuguesa requer a aprovação prévia de uma subcomissão da FIFA. As associações de futebol podem registrar jogadores no sistema, mas estão impedidas de emitir cartões de identificação ou permitir a participação em jogos oficiais até que a subcomissão da FIFA tome uma decisão final.
Os clubes, incluindo o FC Porto, já realizaram o envio da documentação necessária, que varia conforme o tipo de inscrição e inclui contratos, certificados de nascimento, provas de identidade, residência e justificativas para a mudança, respeitando regras específicas de distância e motivos.
A documentação deve ser enviada para um endereço de e-mail criado especificamente para o registro de menores e deve ser traduzida em uma das quatro línguas oficiais da FIFA (inglês, francês, alemão e espanhol) antes de ser encaminhada para a subcomissão da FIFA. Além disso, a distância entre o domicílio do jogador e a sede do clube não pode ultrapassar 100 km, e em linha reta, 50 km, com variações dependendo da situação do jogador e da relação com os pais ou tutor.
Oskar assinou um contrato de três anos, o máximo permitido para um menor, válido até 5 de janeiro de 2029, e conta com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. A transferência foi concluída por um valor fixo de 8 milhões de euros, acrescido de 2 milhões em variáveis.